97% das empresas consideram importante inovar para a sustentabilidade, diz pesquisa

Data 13/07/2011

Cada vez mais as empresas de diversos setores estão atentando para a necessidade da adoção de um modelo de negócios sustentável como forma de garantir a própria sobrevivência. De acordo com um levantamento realizado pela Fundação Nacional de Qualidade (FNQ), 97% das empresas consideram fundamental que as organizações inovem para buscar a sustentabilidade, tanto do negócio quanto da economia e do planeta.

Apesar dessa consciência, 70% dos participantes do estudo acreditam que as empresas, de maneira geral, estão preocupadas, mas não direcionam seus investimentos em inovações com foco no crescimento sustentável. A pesquisa foi realizada com 63 companhias filiadas ao órgão.

O levantamento mostra que 27% dos entrevistados apontaram a gestão como a principal preocupação das empresas em que trabalham, enquanto 22% indicaram a sustentabilidade e 19% a redução de custos. Além disso, os participantes consideraram que os três setores da economia mais alinhados aos princípios da inovação para sustentabilidade são, na ordem, energia, automobilístico e de papel e celulose.

Para Jairo Martins, superintendente-geral da FNQ, os resultados da pesquisa mostram que a maioria das empresas ainda ignora o tamanho do problema da sustentabilidade. "Enquanto dominar o pensamento pelo viés econômico, cujo sucesso é medido pelo PIB, o atual modelo de desenvolvimento insustentável não vai mudar e não serão incluídas na pauta das organizações as questões socioambientais. É um desafio de gestão para as empresas", destaca.

O executivo ressalta que as empresas ainda relacionam inovação à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico, mas é necessário ter uma visão sistêmica da gestão e compreender que a inovação deve acontecer também na liderança, nas ações de marketing e no modelo de negócios. "A inovação para sustentabilidade precisa fazer parte do planejamento estratégico da empresa. Hoje, as organizações enxergam a sustentabilidade como um subconjunto da gestão e não como parte integrante do processo de gestão como um todo", conclui.

Essa notícia foi publicada no Administradores, em 06/07/2011.