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A nova geração de líderes

Data 04/02/2014

*Por Renata Furlan

Hoje, vivemos na era do conhecimento, da sabedoria e da globalização. Com o avanço da tecnologia, em apenas um instante podemos nos comunicar com o mundo todo, através de aparelhos que cabem na palma da nossa mão. O uso das redes sociais crescem a cada dia. E, dentro das organizações, o impacto dessa nova era é visivelmente percebido: as decisões são tomadas de forma cada vez mais rápidas, a busca por fornecedores com soluções inovadoras se tornou constante, reuniões são conduzidas independente da distância, com clientes do outro lado do mundo etc.

As empresas têm pressa e, por falar em pressa, uma nova geração tem assumido cargos de liderança. São os jovens líderes que, assim como a velocidade das mudanças do século XXI, possuem e querem velocidade de resposta, de plano de carreira e de reconhecimento. Fato esse que tem sido alvo de bastante discussão, resistência e transformação dentro das organizações.

É a Geração Y, formada por pessoas que nasceram na década de 80, que entrou no mercado de trabalho com toda sua energia, entusiasmo e ousadia para assumir novos cargos os quais, há não muito tempo atrás, somente pessoas com muita experiência eram confiadas para tal.  Hoje, essa cadeira está cada vez mais sendo ocupada por essa nova geração de líderes.

São jovens inteligentes, informados, movidos por desafios, autoconfiantes, alegres, agitados, informais, imediatistas e questionadores. É a geração múltipla tarefa, que demonstra uma ansiedade e impaciência em quase todas as situações. São extremamente informados e, por vezes, não sabem lidar com toda a informação que recebem de forma produtiva.

Neste cenário, a grande reflexão que fica é: Como compreender essa nova geração de líderes e ajudá-los a utilizarem suas qualidades para tornar a liderança mais moderna?

Para isso, é preciso estar aberto às diferenças. Quebrar velhos paradigmas e acompanhar as constantes mudanças não é uma tarefa simples, ainda é difícil para as empresas alinhar as expectativas dos jovens ao contexto das organizações como um todo, porém, se torna extremamente necessário, visto a escassez de talentos qualificados no mercado de trabalho.

Uma pesquisa mostrou que 36% desses jovens possuem sede de crescimento e desenvolvimento, 30% são mais antenados com o que acontece ao seu redor, 16% possuem grande intimidade com a tecnologia, 12% conseguem trabalhar em equipe com facilidade, 6% são sociáveis e muito comunicativos e 2% valorizam a qualidade de vida.

Com base nessa pesquisa, podemos perceber os principais motivadores desta nova geração. Eles precisam de um plano de carreira definido, metas claras, transparência nas tomadas de decisões e liberdade para utilizar todo o seu potencial criativo e dinâmico.

Boa parte das empresas alega que a principal premissa de formação de jovens é disponibilizar líderes que exerçam papéis de coaches e mentores para o acompanhamento prático dos mesmos. Ou seja, coaches que provoquem os novos líderes a analisarem e ponderarem as suas decisões e, com isso, diminuir o imediatismo. Assim como também precisam dos mentores para trocar suas experiências e ajudá-los a trilharem caminhos mais consistentes.

Dessa maneira, há uma grande chance de motivar, reter e desenvolver essa nova geração de líderes extraindo o máximo que eles podem ser.

E você, está acompanhando a velocidade das mudanças e reinventando sua forma de liderança para extrair o melhor de cada geração?

*Renata Furlan é Consultora em treinamento e desenvolvimento, formada em Psicologia e pós graduada em Gestão de Pessoas, possui destaque na aplicação de diversos programas de desenvolvimento comportamental, certificação Internacional de Coaching e certificação em Behavioral Analyst – Análise de perfil comportamental, atendendo multinacionais de diversos segmentos em todo Brasil.

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