Acorde, a remuneração por resultados veio para ficar

Data 19/12/2012

*Por Sérgio Campos

 

Um mundo cada vez mais globalizado, especialmente no plano tecnológico, econômico e das comunicações, tem provocado grandes transformações no tocante à gestão empresarial. Agilidade, competitividade, produtividade, competência e inovação são palavras de ordem para qualquer empresa que deseja triunfar nesse ambiente de incertezas em que vivemos.

A ambiência externa de extrema competitividade, com clientes cada dia mais exigentes, nos obriga a questionar e revisar frequentemente nossos conceitos e estratégias de gestão e em especial na Gestão da Remuneração buscando uma atuação mais ágil, qualificada e assertiva. Neste contexto, as dimensões resultado, qualidade e tempo assumem importância significativa na capacidade de competição e perpetuação das organizações.

Portanto, a busca permanente da melhoria dos resultados empresariais é fator determinante para a sobrevivência, desenvolvimento e continuidade de toda Organização.

Em função disto, as empresas se reestruturam e procuram uma gestão de Pessoas que realmente agregue valor, através da maximização da utilização das competências individuais e coletivas existentes e do desenvolvimento de novas competências necessárias ao negócio. Para isto, é necessário que as empresas tenham profissionais adequados e alinhados ao negócio, que sirvam como base para a prática de uma filosofia empresarial que garanta o alcance dos resultados desejados.

Uma política de gestão de pessoas voltada para a valorização da competência de gerar resultados e sustentada por práticas de remuneração mais participativas favorece em muito o envolvimento dos profissionais nesse processo.

É importante ressaltar também que em uma economia altamente competitiva, onde as margens de rentabilidade são cada vez menores, as Empresas que adotarem sistemas de gestão com maior flexibilidade de adaptação à conjuntura de mercado e de variabilização de seus custos têm muito mais chances de sucesso.

A adoção de uma ferramenta de gestão que permita aos profissionais das empresas conquistarem a participação nos resultados, através do alcance e/ou superação de metas preestabelecidas, favorece em muito a prática de flexibilização e variabilização dos custos na medida em que, através do incremento da parcela variável facilita a adequação dos custos de mão de obra na composição final dos custos da organização.

Por outro lado, a legislação brasileira com o claro objetivo de incrementar o processo produtivo do país vem incentivando a prática de Programas de Participação Resultados, que se elaborados dentro dos preceitos legais (lei 10101 – 19/12/2000), não recebem a incidência de Encargos Sociais, apenas do Imposto de Renda, proporcionando às empresas pagarem mais aos seus profissionais e gastar menos, além de ter a oportunidade de variabilização de seus custos com pessoal.

O sistema de remuneração variável vinculado a resultados veio e ficou, e é entendido como um instrumento favorecedor da integração entre Capital + Trabalho, tendo  como principais objetivos:

  • Estimular a busca permanente da alavancagem dos Resultados Empresariais, na linha de maximização do valor da empresa;
  • Estabelecer metas desafiadoras e factíveis, abrangendo além de indicadores econômicos e financeiros os campos imagem, pessoas e processos;
  • Retribuir, de maneira mais objetiva e justa possível, a contribuição da equipe e do indivíduo para o alcance dos resultados;
  • Incentivar os profissionais envolvidos a extrapolar seus níveis clássicos de desempenho;
  • Servir de instrumento motivacional e orientador de gerenciamento de resultados;
  • Evitar o caráter meramente distributivo em sua concessão;
  • Variabilizar custos;
  • Proporcionar a melhoria dos resultados organizacionais como fator determinante para a sobrevivência e perpetuação da Organização.


E, principalmente, para fortalecer e demonstrar o compromisso das empresas com as pessoas e proporcionar a melhoria do clima organizacional.
 

 

*Sérgio Campos é Consultor Organizacional e de Remuneração graduado em Administração de Empresas pela UNA, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV e pós-graduado em Administração de Recursos Humanos pela UNA.

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