Apenas 16% das empresas têm acesso à Internet acima de 2 Mbps

Data 31/01/2012

 

O levantamento apura ainda que a conexão discada – dial up – está praticamente extinta da realidade empresarial. Em 2006, 14% das empresas ainda usavam a tecnologia. Em 2009, ela praticamente desapareceu – apenas 3% usam.

Por sua vez, as conexões DSL (via linha telefõnica) ainda lideram o tipo de acesso à Internet – com 60%, mas a competição com as operadoras de cabo começa a dar sinais práticos. O acesso via cabo respondeu por 25% das conexões em 2009, enquanto em 2008, ficava com 22%.

As conexões via radio tiveram pequeno crescimento – de 13% em 2008 para 16% em 2009. As conexões via satélite estão em baixa – com 3% das conexões.

O TIC Empresas 2009 apura também que as conexões via cabo ganham mercado das feitas pela linha telefônica, principalmente, nas regiões onde as operadoras investem pouco e cobram caro, como na Região Norte. Lá, as conexões via DSL caíram de 64% para 43% em 2009.

Já as via cabo, cresceram de 17% para 35%. Um dos segmentos que mais usa a conexão via cabo é o de atividades imobiliárias, com 33%. Nesse setor, as teles perderam espaço – caindo para 55%.

Tecnologia sem fio ganha impulso corporativo

Um dado do TIC Empresas 2009 é o incremento do uso das redes LAN sem fio, onde 41% dos entrevistados afirmaram adotar esse tipo de conexão. Em 2005, apenas 14% tinham essa tecnologia. Em 2008, esse índice passou para 25%.

Quanto maior for o porte das empresa, o uso da rede LAN sem fio cresce – 62% das corporações com mais de 250 funcionários adotam, enquanto 43% das médias – entre 100 e 249 funcionários- também disponibilizam o acesso remoto aos seus funcionários.

Os segmentos que mais usam o acesso remoto são o de Transporte, armazenagem e comunicação, seguidos pelos de atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados para empresas.

De acordo com o CGI.br, o incremento do acesso remoto – além de retratar uma maior adesão à mobilidade corporativa – não deve ser interpretado como uma substituição das redes tradicionais, com fio.

"Há, na realidade, uma adaptação aos novos tempos, com o uso das duas tecnologias, conforme a necessidade de produtividade empresarial", completa Alexandre Barbosa, gerente do CETIC.br.

Essa notícia foi publicada na Convergência Digital, em 04/05/10.