As competências necessárias para o trabalho em equipe

Data 29/06/2009

A grande "sacada" é verificar se cada um está preparado para desempenhar as tarefas para as quais foi contratado. Vale lembrar que processos seletivos levam tempo e geram altos custos para as organizações. Mesmo com esse cuidado, ainda é comum falhas em algumas contratações. 

A Thomas International Brasil criou um sistema onde algumas competências de uma equipe são avaliadas. O método foi batizado de Team Analysis 2 e permite avaliar nove competências do trabalho em grupo: âncora, pioneiro, especialista, motivador, analista, inovador, conclusivo, apoiador e interagente. 

O programa estabelece quais das nove competências são realmente vitais para o sucesso de uma determinada tarefa. E, a partir daí, é possível saber quais pontos devem ser treinados. Além disso, permite identificar como esses nove itens se apresentam em cada um dos integrantes da pesquisa. Somente então é feito um diagnóstico do grupo e de cada participante. Os consultores indicam os pontos que devem ser melhorados. 

Victor Martinez vice-presidente de operações da Thomas International diz acreditar que as empresas devem avaliar o perfil de cada profissional. "As corporações estão cada vez mais cientes de como é importante ter as pessoas certas no lugar certo." 

O programa determina quais os tópicos que devem ser desenvolvidos no grupo. O diagnóstico dos participantes fica disponível no site da consultoria. O método inclui a formação de equipes virtuais, onde é possível descobrir como ficará o grupo depois de considerar quais os conflitos e problemas que podem ser evitados. Às vezes, o indivíduo está sendo mal aproveitado e por isso não se adaptou às tarefas e ao grupo. Pode-se descobrir grandes "pérolas", que com uma boa orientação podem se transformar em profissionais bem mais produtivos. 

A equipe ideal deverá ser composta por um especialista, o analista, o conclusivo e o líder. O especialista é o profissional que confia nos próprios conhecimentos técnicos e possui experiência para criar e gerar soluções. Em seguida vem o analista, experiente em aperfeiçoar produtos e processos e garante a manutenção dos padrões de qualidade. O conclusivo tem como característica assegurar que procedimentos e sistemas sejam aplicados e transformar planos e idéias em soluções práticas. E finalmente, o líder para administrar esta equipe ideal. Ele deve ter competência para modificar o próprio comportamento para assim poder se adequar ao novo formato do grupo. 

Em alguns casos, transferências de profissionais para outra área são sugeridas pela equipe de consultores. Já para se montar uma equipe de sucesso é preciso "garimpar". A consultoria Michael Page International tem programas para montar equipes do "zero", ou buscar apenas o líder para uma equipe já pronta. A consultoria desenvolve uma estratégia dentro do perfil e dos objetivos da empresa, e a partir daí a estrutura é moldada. O número de funcionários, habilidades individuais, características profissionais e acadêmicas, etc. Com a "máscara" da equipe pronta, é necessário contratar, em primeiro lugar, o gestor da área. E somente depois buscar os outros integrantes do grupo. 

A consultora Renata Wright, gerente da divisão de Recursos Humanos da Michael Page é especialista no programa de criação de equipes e diz acreditar que para um bom líder é imprescindível estar preparado para mudanças e a lidar com diferenças. "O quadro de profissionais de uma empresa é formado por pessoas heterogêneas. Os gestores precisam enfrentar as constantes mudanças, e ter habilidades para administrar e aceitar as diferenças dentro do grupo." 

A empresa precisa ser parceira na elaboração do programa, assim não haverá falhas durante o processo seletivo e na contratação do profissional. Um dado importante é que os custos de recrutamento, ações de incentivo e treinamento serão recompensados. As organizações precisam entender que com o profissional alocado na área certa, o retorno do investimento virá em poucos meses. 

Fonte: Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 11.