Aumenta número de mulheres nos conselhos de empresas europeias

Data 30/01/2013

A presença de mulheres nos conselhos de administração das empresas europeias aumentou em quase todos os países do continente desde o ano passado, chegando a uma média de 15,8%, contra 13,7% registrados no início de 2012. Os dados são da Comissão Europeia, que em novembro do ano passado adotou uma meta de ter pelo menos 40% de presença feminina em posições não executivas de conselhos de empresas até 2020.

O aumento de 2,1 pontos percentuais é o maior encontrado de um ano para o outro. Pelos dados atuais, há mulheres em 17% das posições não executivas de conselhos, e em 10% das posições executivas.

Os países que mais apresentaram crescimento são os que adotaram cotas para mulheres conselheiras. A Itália aumentou em quase cinco pontos percentuais a presença feminina em conselhos, passando para 11%, após adotar uma lei que reserva um terço das vagas em conselhos de empresas estatais e listadas em bolsa para mulheres até 2015. A França, que adotou cotas em 2011, se tornou o primeiro país europeu a ter mais de uma mulher nos conselhos de todas as maiores empresas. Elas agora formam um quarto dos 'boards' das companhias que compõem o índice CAC 40, da bolsa de valores francesa.

Para a comissária de justiça da União Europeia, Viviane Reding, a intervenção regulatória na forma de cotas é essencial para garantir que talentos que já existem sejam usados para impulsionar a igualdade de gênero no mundo corporativo. "As empresas estão finalmente começando a entender que, se elas quiserem se manter competitivas em uma sociedade cada vez mais envelhecida, elas não podem se dar ao luxo de ignorar o talento feminino, já que 60% dos formados em universidades são mulheres", diz.

A Bulgária foi o único país onde o número de mulheres nessas posições caiu, em 4 pontos percentuais. Na Polônia e na Irlanda, não houve mudanças. Apesar do avanço, um quarto das maiores empresas europeias ainda não tem nenhuma mulher no conselho.

Para se tornar lei, a proposta da Comissão Europeia precisa ser adotada pelo parlamento europeu e pelo conselho dos Estados membros.

 

*Essa notícia foi publicada no site Valor Econômico, em 30/1/2013

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