Baixo desempenho responde por maior parte das demissões

Data 12/05/2014

Se, em 2013, 51% das empresas no Brasil enfrentaram problemas de retenção de talentos, também houve desligamentos motivados, sobretudo, por baixo desempenho dos profissionais. Segundo pesquisa exclusiva da consultoria Hay Group, essa foi a causa de 60% das demissões- outros 26% foram por reestruturação das áreas e 9%, por baixo desempenho nos negócios.

Como consequência, a maior parte das contratações realizadas no ano (68%) foi graças à necessidade de reposição de vagas, e 29% foram por expansão de negócios. "As companhias estão mais voltadas para a busca de eficiência, tentando tirar o melhor possível da estrutura que já têm", afirma Caio Grimaldi, diretor do Hay Group.

Essas movimentações fizeram com que aumentasse a rotatividade nos quadros. A porcentagem de funcionários contratados passou de 14,4% em 2012 para 23,5% em 2013, e a de desligados, de 13,1% em 2012 para 20,2% no ano passado.

Aqueles que pediram demissão, por sua vez, o fizeram principalmente por propostas da concorrência para aumento de nível hierárquico (28%). Outras razões para mudanças foram melhores ofertas salariais de outras companhias para o mesmo cargo ou nível hierárquico (24%) e oportunidades em outra área (16%), além de problemas na relação com a chefia imediata (14%).

As dificuldades de contratação atingiram 70% das empresas e os maiores entraves surgiram no nível técnico. As áreas mais problemáticas foram as de engenharia, manutenção, tecnologia da informação, vendas, produção e a financeira. Em relação à de engenharia, 26% das companhias afirmaram administrar os profissionais com essa formação de forma diferenciada – 61% delas com políticas salariais agressivas. No que diz respeito à retenção, as áreas mais críticas foram as de operações (44%), engenharia (17%) e vendas (17%).

O estudo revelou que 11% das empresas possuem programas estruturados de retenção, mas que devem ter seus prazos reduzidos em 2014. No ano passado, 24% deles duravam um ano, enquanto neste ano serão 34%. Os de dois a três anos correspondiam a 38% e passarão a somar 54%; os de três a cinco anos cairão de 24% para 8%, e os de cinco anos, de 14% para 4%.

Segundo o diretor do Hay Group, tratam-se de ajustes mais adequados aos perfis profissionais. "As mudanças de carreira hoje são mais dinâmicas e os ciclos são menores", afirma.

Essa notícia foi publicada no site Valor Econômico, em 08/05/2014

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