Benefícios flexíveis crescem, mas não decolam no país

Data 30/01/2012

 

Apontado como uma tendência do século 21, o programa de benefícios flexíveis cresceu, mas não decolou. Levantamento da consultoria Hewitt Associates obtido com exclusividade pela Folha aponta que 12% das 92 médias e grandes empresas ouvidas no primeiro trimestre aderiram ao modelo.

Em 2004, quando começou a se difundir por aqui, apostava-se que quase metade optaria pela novidade que aportava na área de RH.

O programa de benefícios flexíveis permite ao funcionário selecionar itens como academia, seguros e check-up conforme seu interesse, dentro de um limite de pontos fixados pela empresa.

A flexibilidade, contudo, esbarra em dois empecilhos: erros de implantação, como confundir benefício com salário indireto –o que pode resultar em ações trabalhistas–, e inexperiência na gestão, indica Ronn Gabay, líder de administração de benefícios da Hewitt Associates.

Apesar das dificuldades, o modelo se difundirá, segundo os consultores René Ballo Bueno, da Mercer, e Cesar Lopes, da Towers Watson.

Um dos motivos, dizem, é que esse tipo de programa ajuda a impulsionar a satisfação dos colaboradores. "Dá conforto, segurança e estabilidade", acrescenta Claudia Briganti, gerente de remuneração da DuPont.

A empresa, que adotou esse sistema há nove anos, estuda ampliar o leque de opções –que hoje inclui seguro de vida, previdência privada e subsídio para cursos.

Nesse período, a supervisora financeira Adriana Bertotti, 34, mudou três vezes seu pacote. Numa delas, reduziu a cobertura do plano de saúde e usou os créditos para subsidiar 75% do MBA. "Faria o curso de qualquer forma, mas, com o apoio, antecipei a pós."

Essa notícia foi publicada na Folha Online, em 23/05/10.