Bloqueio à WEB pode matar criatividade na empresa

Data 13/09/2010

O bloqueio sistemático que muitas empresas fazem a ferramentas colaborativas de comunicação como as redes sociais e chat, pode levar a um empobrecimento cultural das organizações. Segundo Delano de Valença Lins Filho, Country Manager da SABA no Brasil, há pesquisas norte-americanas que mostram que 70% do conhecimento adquirido pelos colaboradores, que podem ajudar no desenvolvimento das empresas, vem de aprendizados informais:

"O resultado é que se bloqueamos a fonte por onde flui esse conhecimento informal, como a WEB, podemos estar matando a criatividade no interior das empresas, algo que pode ser mortal quando consideramos a competitividade do mercado e a necessidade crescente por inovação", assinala.

Segundo o executivo da SABA, empresa fornecedora de tecnologias que integram sistemas corporativos de aprendizagem, gestão de pessoas e ferramentas colaborativas de comunicação, o Brasil está entre os países que mais colocam restrições ao uso livre da WEB por parte dos empregados nas empresas, uma realidade muito diversa em países da Europa e Estados Unidos:

"O uso colaborativo da Internet para encontrar talentos, buscar soluções, arregimentar recursos e promover a inovação vem sendo usado de modo muito intensivo nos Estados Unidos, algo que pode explicar, por exemplo, as diferenças que encontramos entre estes dois países quando falamos de inovação, empreendedorismo e criatividade", comenta.

Lins Filho lembra que segundo pesquisas do Centro de Estudos de Tecnologia de Informação e Comunicação do Brasil (CETIC), uma das atividades baseadas na Internet mais importantes para as empresas brasileiras tem sido o treinamento e formação de pessoal. Entre as empresas que usam a Internet em suas atividades diárias, praticamente 100%, quase um terço usam a rede para processos de formação e qualificação de empregados, número que supera os 55% entre as empresas com mais de 250 empregados.

"De modo geral, as empresas já perceberam a importância do uso de tecnologias colaborativas, via WEB, para o desenvolvimento de seu quadro de pessoal. No entanto, investir em tecnologias fragmentadas, sem conectividade, que impeçam o aproveitamento da informação, vai resultar na incapacidade de compreender o potencial da equipe como um todo", afirma.

SABA – Com clientes da importância de Petrobras, Vale e Banco Itaú, entre outros, a SABA chega ao Brasil exibindo números invejáveis em todo o mundo. No ano fiscal de 2010, encerrado em 31 de maio, a empresa alcançou receitas globais de US$ 106 milhões, conquistou 110 novos clientes, exibiu um crescimento vigoroso de 15% no último trimestre; reúne mais de 17 milhões de usuários de seus sistemas e estima um crescimento global para o ano fiscal de 2011 entre 10% e 13%.

Essa notícia foi publicada na Carta de RH, em 10/09/10.

Comentários