Brasileiros se sentem confortáveis em ter contato com o chefe nas redes sociais

Data 13/09/2010

 

Você se sente confortável em manter contato com o seu chefe em redes sociais como Facebook, Twitter e Orkut? Se a resposta for positiva, você faz parte dos 61% dos brasileiros que não veem problemas em ter o chefe como amigo em uma destas redes.

De acordo com pesquisa da Robert Half realizada em 13 países, a média brasileira é 27 pontos percentuais superior do que a taxa global, de 34% dos que se sentem confortáveis, sendo a maior entre todos os pesquisados. A Itália aparece em segundo lugar, com índice de 51%, seguida pela Holanda, com 46%.

Os profissionais da República Checa e da Espanha, 17% e 18%, respectivamente, são os que menos gostam de ter o chefe em suas redes.

E os chefes?

No que diz respeito aos líderes, o levantamento aponta que, no Brasil, 68% deles não sentem qualquer desconforto ao manter contato com seus liderados, percentual que cai para 38% na média global.

No geral, o brasileiro não se sente desconfortável em manter contato nas redes com pessoas relacionadas ao trabalho, ao passo que o percentual de pessoas que se sentem confortáveis ou muito confortáveis em manter contato com colegas de trabalho é de 81%; com clientes é de 66% e com fornecedores, de 63%.

Redes sociais no trabalho

Apesar de o profissional não ter problemas em se relacionar no mundo virtual com pessoas relacionadas ao trabalho, na empresa, ele encontra resistência em acessar as redes sociais, sendo que elas são proibidas em 26% das empresas e permitidas com restrições em 44% delas.

Na tabela abaixo, é possível conferir o índice de proibição e restrição dos 13 países participantes do estudo:

Uso de redes sociais nas empresas
País    Uso com restrições Proibição Permissão
Áustria 26% 25% 48%
Bélgica 20% 42% 48%
Brasil 44% 26% 29%
 República Checa 20% 35% 40%
Dubai 21% 54% 24%
França 19% 43% 36%
Alemanha 23% 32% 44%
Irlanda 22% 50% 28%
Itália 20% 46% 33%
Luxemburgo 25% 43% 31%
Espanha 24% 41% 34%
Suíca 19% 41% 39%
Holanda 30% 14% 55%
Total 24% 37% 38%

Fonte: Robert Half

Essa notícia foi publicada na Info Money, em 10/09/10.