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Captação de talentos: uma ação estratégica!

Data 07/10/2016

Recrutamento e seleção

O que faz uma empresa competitiva contratar um profissional? Um bom currículo? Uma boa bagagem de competências técnicas? Hoje, é preciso muito mais do que isso para ingressar e permanecer em uma empresa que ofereça horizontes diferenciados como, por exemplo, ascensão profissional, sentimento de pertencimento e clima organizacional saudável. Para fazer parte de um quadro seleto, o talento precisa agregar diferenciais expressivos como competências comportamentais e a expertise de se adiantar aos problemas do negócio e apresentar soluções antes que um determinado problema aconteça e prejudique as metas individuais ou coletivas.

Para falar sobre o assunto, o RH.com.br entrevistou Adriano Araújo, sócio-presidente da Br Talent. Segundo o especialista em carreira, os profissionais que não oferecem resultados ou os que entregam fora da cultura e dos valores, colocam a empresa em risco. "Perder talentos nunca é bom, independente de crise. Perdem-se pessoas, histórico, conhecimento, investimento e mesmo que você consiga substituí-las, ainda se corre o risco de preencher o cargo com alguém que não se encaixe à cultura da empresa", alerta Adriano Araújo, ao ser indagado sobre os reflexos que a rotatividade pode gerar às empresa quando essas não conseguem controlar a perda de talentos. Durante a entrevista ao RH.com.br, Araújo pontua outros aspectos relevantes sobre a retenção de talentos. Confira a entrevista na íntegra e boa leitura!

RH.com.br – Em um País aonde a alta taxa de desemprego tornou-se um pesadelo para os profissionais e tantas pessoas procuram recolocação, porém não encontram, falar em retenção de talentos não soa com uma contradição? 

Adriano Araújo – Não, não soa. Perder talentos nunca é bom, independente de crise. Perdem-se pessoas, histórico, conhecimento, investimento e mesmo que você consiga substitui-las, você ainda corre o risco de preencher o cargo com alguém que não se encaixe à cultura da empresa.

RH – Que tipo de talentos as empresas estão buscando reter? 

Adriano Araújo – As empresa estão buscando reter os talentos que entregam resultados e que estão alinhados com a cultura e os valores organizacionais. São aqueles profissionais que ajudam a empresa a crescer e os que auxiliam dar a direção às companhias.

RH – Que profissionais as empresas não fazem questão de manter em seus quadros? 
Adriano Araújo –
Os profissionais que não entregam resultados ou os que entregam fora da cultura e dos valores, colocando a empresa em risco, como alguns que estão expostos com fraudes ou outros processos ilícitos.

RH – Rotatividade. Sem dúvida alguma, esse é um assunto que preocupa as organizações, pois gera gastos. Que ações são consideradas eficazes para reduzir a entrada e a saída dos talentos das empresas? 

Adriano Araújo – Melhorar a atração e qualidade na escolha dos candidatos, escolher pessoas que estejam alinhadas e se identifiquem com os valores e cultura da empresa, sem dúvida alguma ajuda expressivamente a minimizar a rotatividade. Cuidar e fortalecer a cultura e clima organizacional, também aumenta o engajamento e a vontade de pertencer, dos colaboradores, deixando eles menos disponíveis para olhar para fora. 

RH – Quem fatores contribuem para o aumento da rotatividade? 

Adriano Araújo – Podemos destacar a falta de visão de futuro, falta de feedback, clima ruim, cultura nociva, falta de oportunidades, não ser ouvido ou incluído, deixar de acreditar na liderança da empresa, entre outros fatores.

RH – Que ações ajudam a reduzir a rotatividade, seja em médio ou longo prazo? 

Adriano Araújo – Estar perto dos colaboradores, ouvi-los mais e sempre, conhecê-los além de um crachá, um cargo, levantar suas necessidades, expectativas, envolvê-los nas decisões e nas direções que a empresa seguirá. Os profissionais precisam sentir que trabalham em uma empresa que tem um modelo de gestar inclusiva e colaborativa.

RH – Área de Gestão de Pessoas. Como esta deve atuar diante de um índice elevado de rotatividade? 

Adriano Araújo – Aproximando-se das áreas de negócios, assim como das demais áreas de backoffice, entender as demandas dos colaboradores, ouvi-los mais, e gerar convergência entre a estratégia da empresa e as expectativas dos talentos que nela trabalham.

RH – Lideranças. Qual o papel desses agentes de opinião, quando o foco da pauta é rotatividade?

Adriano Araújo – Os líderes precisam ser exemplo, um bom exemplo, sendo justo, seus colaboradores não pedirão demissão da empresa, pedirão demissão de seus líderes, assim como, se ficarem, ficarão por causa de seus líderes. Eles precisam dar o norte, definir e desdobrar a estratégia, precisam estar perto de seus comandados, jogar junto, apoiar seus liderados, agregar valor e conhecimento.

RH – Na sua visão, qual a melhor profilaxia contra a rotatividade organizacional? 

Adriano Araújo – Fazer com que os colaboradores queiram ficar, pensar no ambiente, clima, cultura, fazer com que os colaboradores acreditem na empresa, em seus líderes, sempre esperando o melhor, em ações ou nas intenções. Isso se chama confiança.

Essa entrevista foi publicada no site RH.com.br, em 26 de setembro de 2016

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