Como usar chatbot no RH pode melhorar a relação com os colaboradores

Data 11/08/2020

A aplicação do chatbot no RH tem se consolidado cada vez mais como uma alternativa para aumentar o desempenho dos processos da área de gestão de pessoas. No fim de 2019, o estudo Job & Hiring Trends for 2020, promovido pela Glassdoor, já previa o avanço no uso dessas tecnologias.

Seguindo as previsões e necessidades apontadas pelo mercado, a LG lugar de gente apresentou a LiGia, sua plataforma de Inteligência Artificial (IA). Por meio de um conjunto de soluções, como games, chatbots e analytics, a ferramenta permite automatizar a jornada do colaborador nas companhias e ajuda a transformar dados em insights para aprimorar a tomada de decisão nas organizações.

Como funciona o uso do chatbot no RH?

A Inteligência Artificial associada ao chatbot otimiza o tempo dos profissionais que atuam na área de Gente e Gestão e amplia a autonomia dos colaboradores, oferecendo em tempo real informações como recibo de pagamento; informe de rendimentos; solicitar, alterar ou excluir registros de férias; e atualização de carteira de trabalho.

Para Danilo Camapum, Gerente de Gente e Gestão da LG lugar de gente, a automatização trazida pela solução gera uma grande fluidez nas atividades internas. “O tempo que gastaria executando um processo você investe em outras coisas. A automatização, por si só, já otimiza as atividades do RH. Quando você inclui a IA, potencializa muito mais, pois está promovendo uma interação automática”, defende.

Com isso, a inserção de tecnologias no RH traz benefícios que impactam positivamente tanto a experiência de funcionários como os resultados da organização. De acordo com Danilo, isso acontece porque o setor fica mais livre para se voltar para as ações que pedem o uso de habilidades que a Inteligência Artificial não é capaz de emular. “O RH se torna capaz de redistribuir o tempo para outras frentes e oferecer uma resposta rápida e eficaz ao colaborador que solicita certa demanda”.

Tecnologia e humanização

Contudo, se engana quem acredita que essa maior presença de tecnologias como a Inteligência Artificial no RH e na organização em geral é sinônimo de menos humanização na relação com os colaboradores.

Como Danilo explica, as transformações trazidas pela LiGia bot são variadas, como mais velocidade na resposta interna, aumento da disponibilidade do suporte, qualidade no atendimento, otimização da triagem, redução de custos, além do impacto positivo na marca empregadora.

Nesse contexto, o reflexo dessa automatização traz um incremento significativo para a experiência do colaborador. “Atividades operacionais são automatizadas, reduzindo o investimento de tempo e proporcionando atendimento imediato ao colaborador que, por sua vez, se sente satisfeito com a rápida resposta”, relata o gerente.

Personalização da ferramenta

Além de otimizar o trabalho do RH, Danilo avalia também que a solução permite que a área reforce a cultura da empresa, por meio de sua personalização para fazer com que a interação do usuário não seja fria.

“Você modula as respostas e humaniza ainda mais o processo. Pode, por exemplo, fazer uma saudação, usar emojis e criar o próprio tom de voz, o que torna o contato mais caloroso e acolhedor, mesmo sendo inteligência artificial”, esclarece.

Danilo ainda reforça que com a LiGiabot, solução de chatbot da LG lugar de gente, também é possível programar as férias, permitindo que os próprios colaboradores agendem.

Foco na simplicidade

Na LG, essa questão foi trabalhada com muito cuidado. Segundo o gerente, a ferramenta foi planejada com uma persona pensada para ser uma nova colaboradora do time de Gente e Gestão.

Diante disso, Danilo avalia que foi possível criar uma solução única e empática. “A LiGia — na LG não nos referimos a ela como LiGia bot — é parte do nosso RH. Então, criamos uma personagem muito bem pensada, a partir da nossa cultura, dos nossos valores e da mensagem que queremos passar. A nossa LiGia é inclusiva e amigável. Fizemos um estudo da cultura, juntamente com a diretoria da empresa e gestores estratégicos para, enfim, chegar à LiGia ideal”, detalha.

Essa estratégia se alinha à constatação do relatório realizado pela Glassdoor de que o foco das organizações está deixando de ser os acionistas para passar a ser o colaborador. Nesse sentido, Danilo ressalta a simplicidade que cerca a utilização da solução de Inteligência Artificial no RH.

Por fim, quem precisar de informações pode simplesmente iniciar uma conversa com ela. “Hoje, dispomos de dois canais de comunicação principais, onde nossos colaboradores podem interagir com a LiGia: via Teams, que é a ferramenta da Microsoft, ou via Telegram”, conta o gerente.

Evolução do mercado

Outro ponto inquestionável que cerca a inclusão de Inteligência Artificial no RH é o fato de que sua adoção garante uma vantagem competitiva fundamental à empresa, mostrando um alinhamento às inovações do mercado e que o colaborador já percebe em sua rotina mesmo fora do trabalho.

“Seus colaboradores veem as tecnologias que são aplicadas mercado afora. Trazer elas para dentro mostra que sua empresa está atualizada, vivendo a nova realidade. Nesse sentido, a LiGia bot moderniza o RH, e traz ele para outro patamar”, alega Danilo.

Além disso, o especialista aponta que a crise desencadeada pelo novo coronavírus acendeu um alerta sobre a necessidade das organizações experimentarem mais. “Esse cenário nos mostrou que, por receio, perdemos muito tempo para entrar em contato com novas tecnologias e novos formatos. De forma inesperada e forçosamente, nos encontramos dentro de um contexto em que ou a gente inova ou para de fazer negócio. E a gente percebeu que a tecnologia é legal e que a IA não é substitutiva das pessoas. Ela vem para facilitar o dia a dia e, com ela,todos poderão aplicar seus talentos em prol de demandas mais complexas”, ressalta.

Por fim, Danilo Camapum sugere que os líderes olhem para a cultura da empresa e reflitam sobre como podem aplicar tanto a Inteligência Artificial no RH como outras tecnologias de acordo com sua esfera.

“Assim como a gente tem percebido durante o isolamento, cada um vai notando o quanto a tecnologia é positiva e vai incorporando cada vez mais no dia a dia. Você consegue se comunicar mais, atender mais, produzir mais, sem deixar a interação de lado. Finalmente, se chega à conclusão que a questão nunca foi substituir, mas ressignificar”, finaliza.

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