Cloud computing: por que o RH deve investir nessa tecnologia?

Data 02/01/2017
Fabio de Paula, Diretor de Segmento de Negócios da Intel Brasil

O futuro do RH é ser cada vez mais simples e tecnológico. Essa é uma das conclusões do relatório “Tecnologias de RH para 2016: 10 grandes transformações”, realizado pela Bersin, empresa de consultoria global integrante do grupo Deloitte. Segundo o estudo, conduzido pelo fundador da empresa, Josh Bersin, o investimento em ferramentas baseadas em tecnologia móvel e na nuvem é uma tendência irreversível para as soluções de RH, tanto do “core” da área, que inclui folha de pagamento e benefícios, por exemplo, quanto da gestão de talentos.

Sobre esse assunto, a Huma entrevistou Fábio de Paula, Diretor de Segmento de Negócios da Intel. Ele explica como tem sido sua experiência com o uso de cloud computing e dá algumas dicas para quem está interessado em investir nesse tipo de solução.

Huma: Por que investir em nuvem é tão relevante para as empresas?

Fábio Paula: Eu diria que investir em nuvem é primordial independentemente do cenário macroeconômico, porque é uma questão de competitividade das empresas. As companhias que estão utilizando a cloud computing têm um ganho de eficiência, de flexibilidade, de escalabilidade e de crescimento dos seus serviços e suas demandas de uso de computação.
Se você precisa crescer, contrata mais. Se precisa diminuir de tamanho, você paga menos, porque está contratando como serviço, não tem o investimento de infraestrutura. Isso traz ganhos de dez a cem vezes mais na eficiência das empresas. Reforço que é uma questão de competitividade. Por isso, quando o cenário econômico está difícil, eu acredito que essa tecnologia se torna ainda mais relevante.

Huma: Quais oportunidades a cloud computing pode criar para o negócio?

Fábio de Paula: São muitas oportunidades, vou destacar o exemplo da própria Intel. A companhia começou a implantar sistemas em nuvem há cinco anos. Antes da cloud computing, a empresa demorava em torno de 90 dias para colocar um serviço web no ar para qualquer área de negócio. Isso acontecia porque era necessário comprar o servidor e instalar o software, processo que levava tempo. Com a virtualização reduzimos o prazo de 90 para 14 dias e com a nuvem, hoje, levamos menos de 40 minutos.

Então, essa tecnologia proporciona flexibilidade, rapidez, ganho de eficiência, capacidade de inovação e uma agilidade muito maior. Outra grande oportunidade é você conseguir ficar mais focado na sua atividade principal, aquilo que chamamos de core do negócio. Assim, não perdemos tempo com distração na parte de infraestrutura. Se você é da área de RH, tem que focar no serviço que envolve os recursos humanos e não na TI.

Huma: Quais são as premissas que as empresas devem considerar ao buscar um fornecedor de cloud?

Fábio de Paula: Vale a pena avaliar qual é a oferta de serviços do fornecedor, que tipo de acordo de serviço ele oferece, quais são as métricas quando a solução estiver no ar, qual a relevância para o negócio e o nível de confiança do provedor em nuvem. Destaco também outras premissas como o custo e a confiabilidade.

Huma: Que tipo de infraestrutura uma empresa que deseja investir na nuvem precisa ter?

Fábio de Paula: Isso depende da complexidade do serviço. Se estivermos falando de um grande banco, que tem aplicações complexas e milhares de clientes acessando seus sistemas, obviamente você precisa de conhecimento, de um plano bem elaborado e do entendimento do que é essa infraestrutura. Agora, se o cenário for de uma pequena empresa ou de uma área de negócio que não exige tantos recursos de tecnologia, basta ter uma aplicação web no ar.

Huma: Deixe algumas dicas para aquelas empresas que estão começando agora a conviver com a tecnologia em nuvem.

Fábio de Paula: A dica é, se você ainda não começou a utilizar o serviço em nuvem, inicie já. Entenda o que essa tecnologia pode oferecer, utilize o serviço, teste os provedores públicos e questione o que você quer colocar no ar. É preciso, pelo menos, começar essa discussão, entender quais informações podem ou não rodar externamente, com quais provedores e, consequentemente, criar uma cultura de uso da cloud computing.

Fabio de Paula, Diretor de Segmento de Negócios da Intel BrasilFábio Iunis de Paula é Diretor de Segmento de Negócios da Intel Brasil, lidera a equipe de desenvolvimento de negócios responsável por atender o mercado corporativo e fomentar o mercado de data centers e servidores. É Engenheiro Eletrônico pela escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), com especialização em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV)) e MBA da Universidade de Chicago.

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