Com foco nos lucros, RH conquista posição estratégica nas empresas

Data 13/06/2016

Está ultrapassada a ideia de que a área de recursos humanos só cuida de contratação, bem-estar, férias e demissões de funcionários. O novo RH constrói pontes com a gestão de negócio, mira nos resultados da companhia e participa de decisões em todas as áreas.

Gestores alinhados com a nova visão assumem posição estratégica para que as empresas reduzam custos sem prejuízo da produtividade.

“Neste momento desafiador, o profissional de RH versátil, com visão do negócio, que otimize os custos e se comunique bem com todas as áreas das empresas está extremamente valorizado”, diz Mariana Horno, gerente sênior das divisões de Direito e de Recursos Humanos da Robert Half, empresa global de recrutamento profissional. Na prática, o gerente de recursos humanos em busca de custos menores renegocia valores com planos de saúde, apresenta plano na redução de turnos e faz estudo de desempenho dos profissionais. Tudo, claro, fundamentado com planilhas e estatísticas.

Em caso de substituição, caberá a ele garantir a contratação do melhor profissional disponível para que a empresa alcance as metas. Diretor de RH da Gol Linhas Áreas, Jean Carlo Nogueira, 35, afirma que os gestores de sua área passaram a trabalhar diretamente com os CEOs para entender o plano de negócio das empresas. “Passou a ser missão do RH ajudar a empresa a atingir objetivos através das pessoas. Deve engajar o time na busca da melhor performance, o que envolve definir as competências de acordo com os requisitos da empresa e ser um termômetro do clima interno. Ter empatia para dar boas e más notícias é um diferencial”, diz Nogueira. Formado em administração com MBA em gestão de pessoas, ele está há 15 anos na Gol, empresa com 15 mil funcionários. Tem passagens por setores de auditoria e finanças da empresa.

Se antes os profissionais de psicologia dominavam o RH, hoje quem conquista cargos de gerência na área tem formação em administração, engenharia e MBA voltado para negócios. “Gestor de RH deve saber trabalhar com números, porque as contas vão bater lá”, diz André Magro, diretor para a América Latina na Elliott Scott HR.

Mas a área não pode perder o perfil de prestação de serviço. Mesmo que o profissional esteja mais focado no negócio, precisa gostar de lidar com gente. “Não se pode deixar de fazer atendimento”, diz Fabiano Queixa Tilelli, gerente de RH de uma multinacional de artigos esportivos. Formado em engenheira de produção com MBA em gestão de negócios, está há seis meses no emprego. Foi recrutado após passar por Oi, Femsa Coca-Cola e Duratex.

Segundo Magro, o mercado busca gestores experientes, conscientes de que terão de fazer ajustes e que a crise é passageira. “Empresas que passam por reestruturação contratam profissionais não pelo que podem fazer, mas pelo que já fizeram.”

Essa notícia foi publicada no site Folha de São Paulo, em 12/06/2016

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