Como motivar quando a economia não ajuda?

Data 11/08/2015

*Por Eduardo Ferraz 

O ano de 2015 tem sido bastante complicado para muitas empresas. Com economia retraída, cortes de investimentos, aumento de impostos e inflação em alta, empresários estão fazendo o que podem para manter suas atividades em ritmo satisfatório.

A mesma dificuldade se dá na gestão dos funcionários. Apontado como o segundo meio de atração de profissionais segundo pesquisa do Grupo Catho, está cada vez mais difícil promover aumentos salariais, bonificações e outros benefícios. Além disso, a produtividade está diretamente ligada à motivação. Manter uma equipe motivada e feliz é fundamental para garantir um ambiente corporativo mais produtivo. 

Neste cenário, o que fazer para manter a equipe motivada, a produtividade e reter os bons talentos? Basicamente, é preciso estar atento a outras formas de motivação não monetária como segurança, aprendizado e reconhecimento. Hoje, tão ou mais importantes, em alguns casos, que o dinheiro.

Qual o papel do líder nesta equação?  Quanto mais complicado for o contexto, mais desafiador será incentivar a equipe. É muito mais honesto o chefe dizer “pessoal, a situação é grave, não vou tapar o sol com a peneira, mas crises vão continuar indo e voltando, só que nesse momento e nos próximos meses vou precisar do máximo de empenho e dedicação, de esforço, de comprometimento, até passar essa tempestade”. As pessoas ficam muito mais inseguras e, muitas vezes, mais preocupadas em manter o próprio emprego do que trabalhar em equipe. Cabe ao gestor persuadir as pessoas a trabalhar melhor em grupo e melhorar os resultados até a crise diminuir.

Sobre reter ou não a equipe, o jogo também deve ser limpo “o que eu posso dizer é que eu farei o máximo para não demitir, agora quando eu tiver que cortar custos por motivos que eu não consiga controlar vocês serão os primeiros a saber”. 

Quando o chefe faz um discurso duro, mas mostra a realidade como ela é, ao invés de gerar pavor, acaba conquistando o respeito das pessoas. É nessa hora de dificuldade que um bom líder, faz uma enorme diferença e, às vezes, esse discurso aliado à prática consegue o fôlego que a empresa não teria.

* Eduardo Ferraz é consultor em Gestão de Pessoas há 25 anos e autor de livros como ‘Seja a pessoa certa no lugar certo’ e ‘Negocie qualquer coisa com qualquer pessoa’, pela Editora Gente. 

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