Como será o futuro do RH?

Data 03/07/2017

Disruptura digital, globalização, novos modelos de negócio, guerra de talentos, gestão de compliance e eSocial. As empresas hoje estão enfrentando uma série de desafios complexos, que exigem readaptação de processos, das ferramentas e, principalmente, da cultura organizacional. Já deu para perceber que o futuro do RH não será fácil.

Esses desafios estão impactando a área de gestão de pessoas e exigindo uma nova postura do profissional, que precisa buscar alternativas para reagir a essas e outras futuras adversidades.

O estudo “HR Transformation Survey”, publicado pela KPMG em 2016, mostrou, por exemplo, que a área de gestão de pessoas está apostando cada vez mais em computação em nuvem. Segundo a publicação, os gestores de RH entrevistados acreditam que a tecnologia cloud irá apoiá-los a revolucionar a área nos próximos anos, automatizando atividades e processos transacionais, fornecendo decisões mais inteligentes através de dados e análises, suportando as atividades de gestão de talentos e contribuindo para a estratégia de negócio da companhia.

Mas sabemos que essa não é a única mudança que impactará a área. Diante de tantas perspectivas, nos perguntamos: o que mais revolucionará a gestão de pessoas nos próximos anos? Como será a atuação do RH? Qual será o novo perfil desse gestor daqui 10 anos?

O futuro do RH

De acordo com Delane Giannetti, Superintendente de RH da Liberty Seguros, “o papel do RH irá gradativamente ser alterado, devendo estar mais próximo do negócio e apoiando a empresa no atingimento dos resultados. O desafio será preparar bem os gestores, ajudar a construir uma cultura de colaboração, criar um ambiente de gestão através de informação e dados (big data), ajudar a organização a ter um propósito que tenha significado aos colaboradores para que eles queiram pertencer, e capacitar as pessoas no uso de novas tecnologias: aplicativo de recrutamento digital, plataformas interativas de treinamentos on-line e mobile, uso de games para capacitação ou contratação de pessoal etc.”.

Indo além da tecnologia, a Gerente Executiva de RH do Grupo Leader, Paula Castelo Branco, acredita que “o maior desafio do RH para os próximos 10 anos será o de atrair e reter os verdadeiros talentos para a empresa. E isso só se dará se a companhia tiver políticas de desenvolvimento e de remuneração claras, as quais deverão estar alinhadas às estratégias e necessidades definidas junto ao board. Antes, as organizações se diferenciavam por tecnologia de ponta e capacidade financeira. Hoje não. A diferença está em quem compõe a empresa: as pessoas. O desafio será transformar essas estratégias em comportamento do colaborador, para que efetivamente as ações necessárias sejam realizadas e o resultado seja alcançado”.

“Estamos em um mundo mais volátil, incerto, complexo e ambíguo. Isso faz com que os líderes em suas organizações tenham que desenvolver habilidades de pensamento mais complexas e adaptativas. Se pensarmos nesses próximos 10 anos, eu vejo que, pelo nível de consciência que as empresas estão buscando para acompanhar as gerações e as constantes evoluções, nós teremos um bom cenário de desenvolvimento, uma vez que os profissionais de RH já estão falando em pensamento disruptivo e questionando seus modelos de desenvolvimento. O que está acontecendo é que a forma de desenvolver tem mudado e vai mudar, mas a essência de focar na cultura e na liderança é a chave do sucesso”, acredita Paulo Alvarenga, Sócio-fundador da Crescimentum.

E você? Como acredita que estará a área de gestão de pessoas nos próximos anos? Quais serão os desafios a serem enfrentados? Participe também dessa discussão sobre o futuro do RH e dê sua opinião!

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