Conhecimento sobre programas de assessment não está restrito às áreas de RH

Data 16/10/2012

Uma pesquisa realizada em agosto, com mais de 1200 executivos, revela que os programas de assessment, ou avaliações de potencial, têm chamado a atenção de outras áreas, não sendo mais um termo restrito da área de recursos humanos. Os programas e ferramentas de assessment são utilizados para identificar as principais características dos profissionais e avaliar se eles se adequam ao perfil desejado pela empresa.

A pesquisa foi realizada através da rede social LinkedIn pela consultoria StautRH, distribuidora da SHL – empresa líder mundial em objective assessment – e teve participação de profissionais de diversas áreas de atuação. Segundo ela, 81% dos participantes dizem conhecer as ferramentas de alguma forma. Destes, 51% são profissionais que ocupam cargos de gerência, diretoria ou gerência geral, ou seja, são formadores de opinião e tomadores de decisão em suas empresas.

O diretor executivo da StautRH, Carlos Eduardo Staut, explica que o interesse desses profissionais vem crescendo por conta da busca de formas para evitar o erro ao contratar ou promover um empregado, por exemplo. “Os responsáveis pela decisão sobre pessoas, seja para um processo seletivo, promoção, ou identificação de talentos, querem cada vez mais tirar a subjetividade desse processo e decidir, não apenas por suas percepções individuais, mas cada vez mais apoiados por métodos objetivos de avaliação. Isso torna o processo mais seguro e elimina uma série de custos associadas a uma decisão errada”, aponta.

Ferramentas de assessment mais eficientes ainda são pouco conhecidas no país

Entre as ferramentas mais conhecidas pelos entrevistados estão a DISC, a Quantum, a MBTI e a PI, todas de classificação tipológica, ou seja, são medidas as principais características do indivíduo e depois o resultado obtido é agrupado em tipos. Apesar de serem as mais difundidas no Brasil, essas ferramentas de assessment não são as mais modernas. “A maioria das ferramentas mais utilizadas e conhecidas no Brasil não foram desenvolvidas para uso no meio empresarial, mas foram sendo adaptadas. Além disso, a maioria delas segue a metodologia de tipologia e não de traços de personalidade, o que, se por um lado facilita a interpretação dos leigos, por outro acaba perdendo em assertividade e precisão da análise do perfil de cada indivíduo”, explica o diretor executivo.

Atualmente mais utilizadas pelos mercados americano e europeu, as ferramentas de assessment focadas na análise de traços ou competências avaliam o profissional de forma mais individualizada e foram desenvolvidas especialmente para o ambiente corporativo. “É uma questão de divulgação desse novo conceito e de amadurecimento do mercado. Acreditamos que essa metodologia deva ser mais usada com o passar do tempo e da constatação de suas vantagens por parte das empresas”, esclarece Staut.

Como distribuidora da SHL, a StautRH, que é especializada em seleção de executivos, programas de assessment e coaching, trabalha com o teste OPQ32. Esse teste mensura 32 traços de personalidade e o resultado é único para cada indivíduo avaliado, o que acaba por fornecer respostas mais específicas e a possibilidade de comparação com um grupo de referência. Apesar de ser uma ferramenta mais moderna e assertiva, ela é utilizada por apenas 3% dos profissionais de RH que responderam a pesquisa.

 

*Essa notícia foi publicada no site Incorporativa, em 16/10/2012