Convivendo com as diferenças

Data 13/04/2015

Em entrevista à Huma, o Coordenador de Recursos Humanos da Deloitte, Leandro Amaral, responsável pelo DeloitteInclui conta como começou o projeto e porque é importante que outras empresas invistam em ações como essa. 

Huma: Qual o nome do projeto e quando a Deloitte começou com esse programa de inclusão de pessoas com deficiência? 

Leandro Amaral: O Programa DeloitteInclui começou no fim de 2009 com a criação de uma política de inclusão. Na época, a Deloitte buscava aumentar o número de trabalhadores com deficiência, mas não seguia nenhum critério para as contratações. 

No começo do ano de 2010, conseguimos a aprovação do projeto. Iniciamos com uma divulgação interna sobre as principais informações do programa. Realizamos também uma capacitação dos gestores para que pudessem trabalhar na inclusão da pessoa com deficiência e desenvolvemos um e-learning sobre o projeto, em que todos os profissionais que entrassem na empresa, a partir de então, passavam por ele. 

Huma: De que forma o DeloitteInclui funciona? 

Leandro Amaral: As pessoas com deficiência podem se candidatar à qualquer vaga, desde que tenham perfil para tal, ou seja, o processo de avaliação é igual para todos. Isso não significa que irão crescer e se desenvolver da mesma maneira. Existem diferentes profissionais, alguns ficam na zona de conforto. Mas nosso objetivo, é sempre fazer com que todos evoluam. Por isso, mapeamos a possiblidade de crescimento do colaborador, se ele não apresentar uma formação ou domínio em relação à algumas ferramentas, proporcionamos cursos e até 100% de reembolso, caso esse direcionamento esteja relacionado às atividades que serão desenvolvidas na empresa.

Huma: Quais os diferenciais desse programa?

Leandro Amaral: Na Deloitte, nos importamos com a carreira das pessoas com deficiência e não apenas com o cumprimento de uma cota. Acompanhamos esse profissional, garantimos que ele será incluído dentro da empresa, mas também contamos com sua disposição para se desenvolver. É uma via de mão dupla.

Huma: Você acredita que esse programa ajuda a reter os talentos da empresa? É possível mensurar resultados?

Leandro Amaral: O fato de ter o projeto de inclusão não necessariamente retém esses funcionários, mas passa a garantir uma maior satisfação deles. O programa não garante a estabilidade das pessoas com deficiência, todos têm ciência disso. Conversamos e orientamos, mas percebendo que o profissional não se adaptou, realizamos um mapeamento e identificamos se é falta de capacitação, ou se realmente a pessoa não conseguiu se adequar ao perfil da organização. 

Em resultados, considero o programa um ponto positivo. É importante ouvir que os nossos colaboradores ficam felizes com essa inclusão e que se sentem capazes de realizar as atividades como qualquer outra pessoa. 

Huma: Por que é importante que as empresas invistam em ações como essa?

Leandro Amaral: O projeto deu visibilidade grande para a Deloitte. Além de termos alcançado um investimento mais estratégico na construção da marca, percebi que também passamos a trabalhar com a diversidade e impactar diretamente a sociedade. 

Huma: Você tem alguma outra ação interessante do programa DeloitteInclui para compartilhar?  

Leandro Amaral: Um dos nossos profissionais tem o apoio de um cão guia. A Deloitte faz todos os investimentos nele. Essa pessoa estava com dificuldade de manter as despesas do animal. Então, assumimos todos os custos, como vacinas, petshop, entre outros, tudo para garantir o bem estar do nosso profissional e também do cão. 

Convivendo com as diferenças

 

Leandro Amaral é Coordenador de Recursos Humanos da Deloitte. Tem experiência generalista em Recursos Humanos com foco em: desenvolvimento e implementação de projetos, R&S, T&D, gestão de equipe, gestão de desempenho, gestão de clima organizacional, pesquisas internas e externas, relatórios gerenciais, gestão de budget e inclusão de PcD.

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