Cresce a demanda para o treinamento de lideranças

Data 29/03/2016

As consultorias e empresas de recursos humanos têm percebido maior demanda por treinamentos de lideranças e de alto escalão das operações no Brasil. Independentemente do projeto ou de que setor a empresa atua, todas têm buscado métodos para melhorar as competências da gestão de seus negócios.

"Empresas de vários setores estão passando pela mesma situação em função da economia nacional, mas continuam apostando no Brasil. É um país com um mercado gigantesco, cheio de oportunidades e não cresceu tudo que poderia ainda", diz o sócio da Ockam Consulting, Sérgio Gomes, cuja perspectiva de crescimento este ano é de 20% ante 2015.

O especialista acredita que a crise tem deixado os investidores de empresas multinacionais mais preocupados, mas é um período de adaptação. "As empresas já possuem investimentos e estão aguardando a curva, que vinha sendo ascendente, voltar a crescer, arrumar o mercado, para assim, continuarem seus potenciais negócios", aponta.

Em alguns casos é preciso treinar o alto escalão e em outros os gerentes, segundo Gomes. "A variável é influenciada pelos objetivos de cada projeto, em quais níveis a empresa quer atuar e se transformar." Para perceber qual a melhor prática a ser adotada, ele diz que o primeiro passo para a Ockam desenvolver o projeto é realizar um diagnóstico chamado zoom organizacional, que conta com conversas profundas com os stakeholders (público estratégico) da empresa ou do setor em que atuam, para se ter uma visão mais clara da demanda.

"A partir disso, nós utilizamos um ou até quatro pilares de atuação para os projetos: governança, estratégia, cultura e liderança. Neste último podem ser oferecidos tanto o coaching executivo e/ou de equipe, workshops. Os treinamentos são focados em soft skills, habilidades de lideranças, com comunicação, feedbacks, criatividade e inovação, planejamento estratégico, gestão de projetos, carreira".

Cresce a demanda para o treinamento de lideranças

Referências

Com referências internacionais e clientes como Nasa, Pixar (da Disney), entre outras, a multinacional Kahler Communications Inc. acaba de chegar ao Brasil e promete agitar o treinamento de lideranças.

De acordo com o CEO da Kahler Communications Brasil, Jean-Clement Rose, a demanda e o investimento em treinamentos por parte das empresas no Brasil têm aumentado nos últimos anos. "Várias empresas norte-americanas e europeias que já conhecem o método PCM têm presença no Brasil e pedem estes treinamentos. Em tempos de crise, mais do que nunca é essencial que as equipes estejam alinhadas. Além disso, uma comunicação efetiva no ambiente de trabalho é essencial para aumentar o rendimento e a produtividade dos colaboradores e da empresa."

Presente na América do Norte, Europa, Ásia e Oceania, a empresa aposta no Brasil como o primeiro da América Latina a receber o método de treinamento da corporação, denominado de PCM. "O objetivo é estar em toda América Latina em três anos. No Brasil, a expectativa é formar 48 kahler rainers até 2017."

Com sede em São Paulo, a Kahler oferece treinamentos de um a três dias, para grupos de 12 a 24 pessoas. Os custos variam de R$ 900 a R$ 1,9 mil, com relatório individual sobre o plano de ação de cada um. Os conceitos fundamentais do PCM envolvem a descoberta da personalidade, os motivadores, as reações, como evitar as situações ou sair delas, além de aprender a identificar as principais características da personalidade dos interlocutores, para gerar comunicação positiva e efetiva nas equipes.

Tempo de oportunidades

Para a consultora de Carreira da Thomas Case & Associados Marcia Vazquez, todo período de transformação de um país, seja econômico, político, social mostra-se um tempo de oportunidades de fazer mais, de fazer diferente, de agregar valor e de crescer. "Como tão bem nos ensinam os orientais, devemos afirmar que crise é igual a perigo, mas oportunidade é igual a sucesso. Nosso país já enfrentou crises anteriormente e as empresas que melhor saíram delas foram as que investiram inovando, criando produtos, serviços, motivando seus colaboradores a assumir uma 'postura de dono do negócio' para fazer mais e melhor", finaliza.

Essa notícia foi publicada no site do Diário do Comércio, em 23/03/2016 

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