Cresce número de jovens da geração nem-nem

Data 03/06/2014

Gerações X, Y e Z. Eles não estão inseridos em nenhuma delas, e por isso, já estão preocupando as autoridades dos países desenvolvidos e de alguns em desenvolvimento, como é o caso do Brasil. A geração nem-nem, composta por jovens na faixa etária de 15 a 29 anos que não estudam, não trabalham e não procuram emprego, está cada vez ganhando mais adeptos. É o que aponta um estudo recente feito pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Segundo o levantamento, realizado de 2007 a 2012, a parcela dos chamados “nem-nem” cresceu em 30 dos 40 países analisados na pesquisa. Na Irlanda e na Espanha, por exemplo, a taxa dos "nem-nem" cresceu 9,4 e 8,7 pontos percentuais, respectivamente, desde 2007. Isso denota que em ambos os países 20% dos jovens estão nessa condição, o que é um nível preocupante, de acordo com o relatório da OIT.
O documento também deu destaque ao Brasil. Após a análise do último relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), constatou-se que existem 9,6 milhões de pessoas nessa condição no País, o que representa um em cada cinco jovens.

Entre as possíveis causas desse fenômeno, uma delas tem sido atribuída à defasagem do aprendizado, já que uma parte significativa dos jovens tem percebido que o que aprenderam na escola é insuficiente para dar o próximo passo educacional. Isso desqualifica essas pessoas para concorrerem a vagas com salários maiores, tendo em vista que o mercado de trabalho está cada dia mais competitivo, mas também os desmotivam a procurar empregos que exigem qualificação inferior e, consequentemente, pagam salários menores.

Outro dado identificado é que uma parcela significativa dos “nem-nem” é composta por mães muito jovens. Nos casos das famílias mais pobres, muitas delas optam por ficar em casa com os filhos, devido à falta de vagas em creches públicas, uma vez que a vaga na creche particular pode sair mais cara do que o eventual salário que essa mãe poderia ganhar no mercado de trabalho.

Para a OIT, a geração “nem-nem” é preocupante, pois 13,1% dos jovens do mundo estão sem emprego, o que equivale a 74,5 milhões de pessoas. Além disso, só em 2013, 1 milhão de jovens perderam seus trabalhos.
 

Cresce número de jovens da geração nem-nem

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