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Crescem as demissões de executivos por desempenho ruim

Data 09/09/2013

Aumentou o número de executivos demitidos por causa de baixo desempenho nos últimos anos, segundo uma pesquisa da consultoria de recolocação profissional e carreira Lens & Minarelli. Ao mesmo tempo, caiu a quantidade de empresas que oferecem aos demitidos benefícios como gratificação em dinheiro e manutenção da assistência médica ou seguro de vida por um período posterior à saída do profissional.

Entre 2010 e 2012, passou de 34% para 65% o número de demissões ocasionadas por baixo desempenho, segundo gestores de RH. No mesmo período, a quantidade de empresas que oferecem gratificação em dinheiro na hora da demissão caiu de 58% para 25%. As que dão bônus diminuíram de 66% para 62%, porém, quando observados os dados de 2005, elas eram 95%.

As companhias que mantêm o seguro de vida dos executivos caíram de 21% para 8% entre 2010 e 2012, e aquelas que oferecem assistência médica por seis meses ou mais depois da demissão caíram de 53% para 41% – sendo que em 2005, elas chegavam a 84%. A concessão de benefícios nesses casos depende da avaliação caso a caso na grande maioria das empresas. Apenas 21% têm uma política de concessão de benefícios uniforme.

Para a consultoria, esse cenário é consequência de um ambiente econômico de maior pressão por resultados por parte das empresas, decorrente da desaceleração econômica no Brasil. Entre os executivos demitidos que participaram da pesquisa, 52% já haviam sido dispensados mais de uma vez, número que passou da metade pela primeira vez em relação a 2010 e 2005, quando ficava na casa dos 40%. A pesquisa usou dados de 2012 e entrevistou 200 executivos de níveis que variam de gerências seniores à presidência, além de gestores de recursos humanos.

 


*Essa notícia foi publicada no site Valor Econômico, em 06/09/2013

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