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Crise afeta pouco engajamento profissional no Brasil

Data 27/07/2016

A crise está começando a afetar o engajamento dos funcionários no país. Segundo pesquisa da consultoria de recursos humanos Aon, os profissionais brasileiros estão com mais vontade de trocar de emprego neste ano. A aproximação dos líderes, no entanto, impediu que a queda no nível de engajamento fosse ainda maior.

A pesquisa falou com mais de quatro milhões de profissionais de todos os continentes, incluindo 100 mil brasileiros, e foi realizada ao longo do ano passado. Um dos indicadores de comportamento de engajamento medido nos funcionários é a disposição a continuar no mesmo emprego – os pesquisados são questionados se trocariam a empresa por uma vaga de nível e salário similar. Na comparação com a pesquisa anterior, houve queda de quatro pontos percentuais nesse indicador, que ficou em 62%.

A quantidade de profissionais engajados no país foi de 70% para 69%. Apesar de ter caído apenas um ponto em relação à pesquisa anterior, o movimento foi na contramão da tendência mundial, onde houve aumento de 62% para 65%. Caiu também o volume de funcionários "altamente engajados", de 32% para 29%.

A definição de engajamento considerada pela consultoria é um comportamento de entrega de resultado acima da média, ou seja, uma disposição para fazer mais do que o esperado. A queda no indicador de permanência, explica o responsável pela área de engajamento da Aon no Brasil, Bruno Andrade, indica um aumento no número de pessoas que estão na empresa por falta de opção, e por isso não entregam seu máximo. Segundo ele, esse indicador é o mais vulnerável a questões financeiras decorrentes da crise. "Tem a ver com a empresa investir em promoções e aumento de salário por mérito."

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Gestão de talentos 

A percepção que os funcionários têm da gestão de talentos, que reflete a capacidade da empresa de recompensar profissionais que se destacam, também foi deteriorada. Além disso, aumentou a insatisfação com o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, reflexo do excesso de trabalho e de equipes mais enxutas.

Para Andrade, o que segurou a queda no nível de engajamento geral foi o trabalho dos líderes, tanto os chefes diretos quanto executivos das companhias. Houve aumento de dois pontos no indicador de empenho, que mede o quanto a pessoa está motivada para ir além do esperado, e que Andrade relaciona à capacidade do líder de inspirar esse comportamento. Melhoraram também as avaliações do gestor imediato e da liderança sênior da empresa. "Neste momento mais difícil, com estruturas mais enxutas, houve uma aproximação das pessoas à liderança, que está sendo um grande ponto de apoio para a incerteza", diz.

Na falta de recursos da empresa para promover e dar aumento salarial, os gestores estão tentando compensar sendo mais flexíveis com a equipe, sendo um coach melhor para os subordinados diretos e colocando mais a mão na massa para dar conta do excesso de trabalho. "Isso faz com que as pessoas melhorem a sua visão do gestor. Ele está fazendo o dever de casa – até porque ele também precisa sobreviver a esse momento", diz Andrade.

Essa notícia foi publicada no site Valor Econômico, em 25/07/2016

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