Dicas para integrar um portador de necessidades especiais à equipe

Data 27/10/2010

 

*Por Patricia Bispo

Se por um lado existe a preocupação com os processos seletivos para captar esses talentos, as organizações também se deparam com outra situação: integrar esses trabalhadores aos demais membros das equipes, já que eles terão que dividir o mesmo espaço físico no dia a dia corporativo. Abaixo, seguem algumas dicas que podem auxiliar o processo de integração dos PNE (Portadores de Necessidades Especiais) à realidade corporativa.

  1. Quando uma vaga for aberta para um portador de necessidades especiais, o gestor deve comunicar aos membros de sua equipe que, em breve eles, receberão um novo colega para atuar no setor.
  2. Durante a reunião – para informar a contratação do PNE -, a liderança pode abrir espaço para que os demais profissionais tirem dúvidas sobre o novo colega e como cada um poderá ajudá-lo, quando e caso seja preciso.
  3. A liderança pode ainda perguntar se alguém da equipe já trabalhou com um portador de deficiência. Caso algum membro já tenha atuado, o relado da experiência dessa pessoa para os demais colegas pode tornar-se uma oportunidade para facilitar a integração deles com o recém-contratado.
  4. De acordo com tipo de deficiência do profissional, a equipe deve receber orientações sobre como auxiliar o PNE. Se for alguém com deficiência auditiva, por exemplo, é aconselhável que algum profissional do setor conheça a linguagem das Libras. Hoje, existem cursos na Internet que ensinam o significado de cada sinal feito através das mãos.
  5. Assim que a contratação for efetivada, o gestor deve reunir-se com o PNE para saber se ele precisa de algum tipo de apoio não apenas em relação à infraestrutura, mas também para que se sinta confortável diante dos demais colegas. Vale ressaltar que essa conversa serve como base para o início da integração.
  6. Depois de uma conversa com o líder, o PNE deve ser apresentado aos demais membros da equipe. Nesse momento, uma apresentação descontraída pode "quebrar" uma possível "tensão" tanto de quem ingressa na empresa quanto dos demais profissionais que trabalharão com o colega deficiente.
  7. Em seguida, após se apresentado aos demais colegas que farão parte do seu dia a dia, é o momento de conhecer os demais setores da organização. Uma visita aos outros departamentos é fundamental para uma integração mais rápida.
  8. Durante as primeiras semanas, o gestor pode solicitar que algum colaborador torne-se um mentor do PNE. Com isso, o recém-chegado tem a chance de tirar dúvidas com mais rapidez e em contrapartida ter uma adaptação mais rápida, bem como uma performance acima do esperado.
  9. Além da integração com os colegas do setor, o PNE deverá ainda participar de um treinamento de integração como qualquer outro profissional que ingressa na empresa. Afinal, ele precisa: saber o que a empresa espera dele; conhecer a cultura e os valores organizacionais; ações relacionadas à segurança no trabalho; planos de cargos e salários; ações motivacionais, entre outros.
  10. Como não poderia ser diferente, a área de Recursos Humanos deve estar sempre preparada para dar o suporte ao PNE e, para isso, é preciso manter as portas abertas para receber sugestões e acompanhar a integração desse profissional em relação aos demais colaboradores e à organização como um todo.

Esse artigo foi publicado no RH.com.br, em 26/10/2010 e foi escrito por Patricia Bispo.