Diversidade na equipe é opção, não obrigação

Data 02/02/2016

Há algum tempo a diversidade é pauta no mundo corporativo. As razões para esse fato, entre outros pontos, é a existência de preconceito contra mulheres e negros, por exemplo, que muitas vezes ganham menos ou não ocupam cargos que mereceriam por conta da ração ou gênero. Respeitado esse fato histórico e ético, inclusive previsto em lei, a diversidade deve ser vista de maneira mais ampla.

De acordo com Lucia Costa, Diretora de Transição de Carreira da Stato, consultoria especializada em recrutamento e transição de executivo, optar por profissionais com um perfil específico é um direito da empresa. “A sugestão é que a seleção se dê pelos valores e pelo potencial técnico, independente de qualquer outro ponto. E se a empresa escolhe sempre o mesmo perfil, é um direito dela. Agora se o critério for embasado em alguma forma de preconceito, aí é outra história”, explica. 

Segundo Lucia Costa, a obrigatoriedade da diversidade não é boa nem para empresa nem para o profissional, já que a relação fica desgastada. “Existem empresas que preferem o certinho, o conservador. Para elas, este perfil tende a ser pragmático e estável. Já outras companhias entendem este profissional como burocrático. O alternativo é visto como criativo, audacioso e com perfil de liderança por determinados segmentos. Por outros, seu estilo transmite desleixo. Não seria melhor se cada um deles fosse direcionado para a empresa e segmentos corretos?”, avalia. 

Diversidade na equipe é opção, não obrigação

A especialista afirma ainda que há a falsa premissa de que o melhor é ter uma equipe calcada na diversidade. “Depende da área e do que a empresa quer. A área jurídica tende a ser mais conservadora. A área de comunicação e criação tende a ser mais alternativa”, diz. 

Ainda segunda a diretora, assim a empresa tem o direito de se posicionar a favor de um padrão de funcionário, cabe ao profissional também buscar uma colocação coma qual se identifique, evitando assim que trabalhe em uma companhia que, de alguma forma, não respeite seu perfil. “Claro que as empresas não vão atender a todas as pluralidades e muitas vezes o profissional abre mão do que quer para poder pagar as contas. Mas há espaço para todos os perfis”, finaliza. 

Essa notícia foi publicada no site do Diário do Comércio, em 19/01/2016

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