Divisão de tarefas exige equilíbrio

Data 09/11/2011

Os resultados de uma empresa são alcançados a partir da soma de vários esforços. Muitas vezes, esses esforços não são desempenhados por igual, ainda que as metas sejam alcançadas pelo conjunto dos colaboradores. Garantir o equilíbrio justo na divisão de tarefas é um desafio para os líderes, a quem cabe zelar não só pela produtividade do time como um todo, mas também pelo bom funcionamento de cada peça da engrenagem. De maneira geral, desequilíbrio na divisão de tarefas abala o clima organizacional, gerando descontentamento entre aqueles que estão sobrecarregados. “Sem dúvida, afeta no clima do grupo, podendo levar à desmotivação e ao não cumprimento na entrega dos processos”, afirma a consultora Vivian Santos, coordenadora de seleção da Luandre.

Ela chama atenção para o papel do líder, que não pode fugir da responsabilidade de supervisionar os funcionários para verificar se os trabalhos estão realmente sendo distribuídos de maneira harmoniosa. “Isso é parte das atividades do profissional responsável pela organização do fluxo da equipe, que deve conhecer o perfil dos colaboradores envolvidos na operação”, diz Vivian.

Para garantir que as avaliações não sejam subjetivas, muitas empresas recorrem até a programas específicos. Na quantiQ, distribuidora de produtos químicos e petroquímicos para indústrias, foi desenvolvido um programa que tem esse olhar atento sobre cada um dos colaboradores. “Por meio do PA – Programa de Ação – os integrantes se comprometem com seus líderes na entrega de resultados. Esse gestor estabelece a relação de confiança com a equipe a partir de um conjunto de metas estratégicas, passa a delegar as responsabilidades e dá o suporte e apoio sempre que necessário”, explica Eliana Cristina Granato, gerente de Pessoas e Organização da quantiQ. O programa calcula, inclusive, a participação de cada funcionário nos lucros e resultados da empresa.

A gerente da quantiQ acredita que equipes descomprometidas ou com problemas de performance geralmente impactam nos resultados da área em questão, além de prejudicar o clima organizacional. Na outra ponta estão os profissionais que superam as metas, posicionando-se acima do esperado. “Em nossa empresa é muito comum a superação dos resultados pactuados. Fazemos esse reconhecimento pontual na avaliação dos PAs e também nos programas de desenvolvimento de carreira da empresa”, afirma Eliana.

Como acompanhar

A conversa ainda é o melhor caminho para conhecer pessoas e acompanhar a rotina. Em uma situação em que há desequilíbrio de responsabilidades, é preciso, inicialmente, identificar o perfil do profissional para a realização de cada tarefa de acordo. Vania sugere que, se mesmo assim, for percebido o desequilíbrio de atividades, o próprio funcionário que se sente prejudicado deve conversar com seu colega de trabalho e com o líder para informá-lo sobre o que está ocorrendo.

“Esse acompanhamento de ações na quantiQ é feito por meio de reuniões específicas, individuais ou em equipe, de acordo com o sistema de comunicação de cada líder, em cada área”, afirma Eliana. No ciclo de planejamento da empresa existe o momento da avaliação individual de desempenho do PA, mensurando sua contribuição para o resultado da companhia. Nesse momento, o líder tem como diferenciar os profissionais que entregaram ou superaram seus Programas de Ação, e identificar aqueles que deixaram a desejar. Com esses resultados é possível redirecionar o programa caso haja sinais de descomprometimento.

Como resolver possíveis desequilíbrios

Para Eliana, o desequilíbrio tem relação com o nível de motivação do funcionário. “Quando comprometido e desafiado, o profissional vai em busca de resultados. Nesse sentido, o papel do líder é fundamental para o desenvolvimento e crescimento do seu funcionário, dedicando tempo e presença junto às equipes” conta.

Vivian acredita que a liderança pode auxiliar e enxergar como o profissional está priorizando suas atividades. Além disso, a empresa deve estimular a criação de um canal aberto entre liderança e colaborador, já que o diálogo e a transparência são, sem dúvida, facilitadores. “É importante ter um olhar para aquele que trabalha mais, para que não corra o risco de desmotivação, e aquele que trabalha menos, para que ele seja orientado, desenvolvido e acompanhado”, finaliza.

Essa notícia foi publicada no Canal RH, em 02/11/2011.

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