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Gamificação nas empresas: esclarecendo as 5 maiores dúvidas

Data 17/08/2021
Colaboradores participando de um jogo virtual

O ambiente de trabalho também pode ser um espaço de entretenimento, engajamento, interação e aprendizado. Com constantes mudanças ocorrendo nas organizações e a promoção de novos mindsets por parte dos profissionais, as companhias precisam se apoiar em diferentes ferramentas para alcançar resultados e tornar a rotina intensa das equipes mais leve e descontraída. É nesse contexto que a gamificação nas empresas ganha força e transforma a maneira dos colaboradores se relacionarem com a instituição, os colegas e a aprendizagem.

Analisando os movimentos de gamificação em mais de 20 países de diversos continentes entre os anos de 2014 e 2019, a TechSci Research estima que o mercado, – até 2018 em US$ 6,8 bilhões –, deve crescer exponencialmente para chegar à marca de US$ 40 bilhões até 2024, deixando claro que esse é um recurso que veio para ficar.

No episódio #32 do podcast Pra Gente, Rogério Davi, Diretor de Sucesso do Cliente na LG lugar de gente, conversou com Eliane Dilinski, Gerente de Operações Games e E-learning na empresa. Durante o bate-papo, eles discutiram como os games podem agregar valor à organização e seus colaboradores, com base em um objetivo específico e alinhada ao perfil dos funcionários.

Ainda está incerto se deve adotar esse tipo de tecnologia no seu RH? Esclarecemos as cinco maiores dúvidas sobre gamificação nas empresas para ajudar você. Confira:

Dúvida 1: Afinal, o que é gamificação?

Tente lembrar de alguma vez em que participou de uma partida de jogo de tabuleiro. Você deve recordar da vontade de ganhar, do desafio, da diversão, da interação com seu time e das emoções envolvidas nessa atividade. É da observação desse comportamento humano diante dos jogos, que a gamificação nas empresas ganha lugar de destaque.

Aliás, gamificação e jogos corporativos são dois termos que, cada vez mais, têm feito parte do dia a dia das organizações. Apesar de terem suas semelhanças, ambos representam recursos diferentes.

“A gamificação oferece mecanismos e técnicas de design de jogos para ajudar as empresas e as pessoas a atingirem seus objetivos, de uma forma mais lúdica, inovadora, colaborativa e muito atraente”, explica Eliane.

Ao longo dos anos, foi percebido que os jogos on-line, de tabuleiro e partidas esportivas prendem muito a atenção das pessoas. É através deles que elas recebem desafios e missões, feedbacks e recompensas, possibilitando uma experiência mais imersiva. “Por isso, algumas empresas, lá no passado, incorporaram jogos para suas companhias e processos, tanto para fidelizar clientes quanto no treinamento dos colaboradores, de modo que esses se engajassem mais aos valores, propósito, capacitação técnica e comportamental”, exemplifica.

Os jogos corporativos, por sua vez, são um tipo de formato de solução educativa, assim como os cursos on-lines tradicionais e gamificados, vídeos cartoons, institucionais e infográficos. “Tem duas formas em que eles podem ser usados. A primeira é instrucional, que ocorre quando a empresa desenvolve um jogo para o colaborador interagir sozinho. Esse é mais indicado para quando o conteúdo deve ser apresentado ao trabalhador de uma forma inovadora e estimulante, em que cada desafio cumprido dá direito a um feedback”.

A segunda forma diz respeito aos coletivos, como o business games, que podem ser jogados em grupo. “No final, um dos participantes apresenta o resultado e o melhor time pode ganhar um prêmio”, esclarece a gestora.

Assim, Eliane revela que a gamificação é um mecanismo, enquanto os jogos corporativos são um tipo de solução gamificada que propicia o engajamento das pessoas.

Dúvida 2: Por que implementar a gamificação na empresa?

A gamificação nas empresas já era uma realidade, que foi fortalecida durante a pandemia. “Com o distanciamento, as organizações perceberam que a forma que elas tinham de capacitar acabou sendo comprometida, o que deu margem para o desenvolvimento e uso de games e outras soluções educativas on-line”, acredita a profissional.

Além de trabalhar diretamente no engajamento do colaborador, que se sente mais estimulado a cumprir tarefas e a melhorar resultados, reforçando conhecimentos através do jogo, Eliane ainda levanta outro benefício importante da gamificação nas empresas.

“Ocorre o escalonamento das capacitações que, quando eram feitas presencialmente, exigiam uma logística maior. Agora, no on-line, otimiza o tempo do RH e os custos da organização, que é significativamente menor”, compara.

Para a especialista, são muitos os benefícios de investir em gamificação nas empresas. “Ela serve como incentivo constante aos colaboradores. Melhora a relação com a organização, conecta com os principais direcionadores estratégicos e, por fim, todos podem realizar a trilha de atividades em qualquer hora e qualquer lugar, o que gera um ambiente de trabalho diferenciado e mais saudável”, afirma.

Dúvida 3: Como implementar a gamificação na empresa?

Para adotar a gamificação tanto na capacitação das equipes quanto no treinamento das lideranças, é necessário utilizar as trilhas já disponibilizadas aos colaboradores. “O game pode ser usado no início da trilha de aprendizagem, para medir qual o conhecimento prévio sobre determinado assunto. Na sequência, nos conteúdos de formação, pode-se incluir outro game para entender a evolução desde o primeiro momento”, aconselha.

E para complementar o especialista completa: “Por fim, é fundamental acrescentar outro bloco de conteúdo, com um game-certificação ao final de cada processo, para que a própria pessoa saiba o quanto absorveu. Esse tipo de estratégia é bastante interessante”, reforça.

A partir dessa tática, o RH se torna capaz de avaliar de forma analítica, consegue identificar grupos de pessoas que tiveram o mesmo tipo de gap e implantar reforços em trilhas adaptativas. “Existem empresas que criam pontuações para dar recompensas, brindes, reconhecimento, promoção de cargo, programas de intercâmbio. Dá para brincar bastante com as políticas de Recursos Humanos para fazer tudo o que a gamificação permite”, desvenda.

Dúvida 4: Custa caro investir em gamificação?

Eliane comenta que, nas companhias, é muito comum a crença de que é caro desenvolver esse tipo de solução, mas a gestora explica que isso não é verdade. “É um investimento que dá um retorno muito rápido na otimização de custos e engajamento dos funcionários. O segredo para a gamificação ser vantajosa é monitorar os resultados, planejar os conteúdos que vão fazer parte da trilha e deixá-los atrativos e diversificados. Assim, haverá um impacto direto no desenvolvimento dos colaboradores e no desempenho da empresa”, afirma.

Dúvida 5: Qual deve ser o primeiro passo?

Mesmo depois de entender os benefícios e resultados significativos gerados pela gamificação nas empresas, pode ainda restar uma dúvida: por onde devo começar? Eliane acredita que a medida mais urgente é conseguir um parceiro de confiança.

“O primeiro passo será pesquisar e encontrar uma empresa de tecnologia que possua uma expertise comprovada para desenvolver os jogos sob medida. Se a mesma também oferecer uma plataforma de treinamento com recursos de gamificação, aí o casamento é perfeito”, argumenta a gestora.

A profissional conta que a LG, por exemplo, dispõe desses dois sistemas. “Temos tanto o LMS, que permite a gamificação, com pontuação, estrelinhas, medalhas, de acordo com os cursos realizados. E a área de games e conteúdos, com designers instrucionais que vão apoiar o RH das empresas a desenharem a melhor solução customizada e ajudar o setor a criar estratégias de como avaliar os resultados”, finaliza.

A gamificação nas empresas está mais perto da sua realidade do que você possa imaginar. Com os games corporativos, o seu RH avança de nível, enquanto seus colaboradores exploram uma experiência lúdica e ampliam suas capacidades. Conheça mais sobre nossas soluções de gamificação clicando aqui.

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