Educação financeira também é benefício

Data 09/11/2011

Se é verdade que zelar pela qualidade de vida e pelo bem estar dos funcionários é um ponto de atenção para as empresas, olhar de forma criteriosa para a saúde financeira dos profissionais tem sido uma ação imperativa para algumas delas. “Pessoas bem educadas financeiramente tendem a ter as finanças mais equilibradas e visão de futuro mais aguçada. Isso pode criar uma relação mais estável com a empresa”, afirma o educador financeiro Álvaro Modernell, sócio da Mais Ativos, especializada em educação financeira.

Investir na educação financeira dos colaboradores segue a mesma lógica da atenção concedida aos programas de qualidade de vida: funcionário feliz é funcionário produtivo. E problemas com dinheiro tiram a felicidade – e o sono – de qualquer um. “Problemas financeiros dos funcionários podem afetar negativamente a empresa de diversas formas: queda na produtividade, baixa na criatividade, aumento do absenteísmo, incremento das fraudes internas, problemas de relacionamento, aumento do número de acidentes e de falhas e, por vezes, até problemas envolvendo clientes”, explica Modernell.

O educador financeiro diz que é difícil precisar quando surgiu esse interesse empresarial em investir na educação financeira de seus profissionais, “mas com o aumento da preocupação em atrair e reter talentos e, principalmente, com a crescente atenção concedida à qualidade de vida dos profissionais, os projetos de educação financeira ganharam muito espaço. O avanço das questões previdenciárias complementares também contribuiu para isso”.

Para incluir finanças no dia a dia profissional, empresas costumam oferecer palestras, oficinas, publicações, cursos – on-line ou presenciais – com possibilidade de extensão aos familiares. Entre os principais assuntos abordados estão previdência complementar, programas de assistência creditícia e de educação previdenciária, além de ensinamentos sobre planejamento.

Orientar é preciso

A HP incluiu a educação financeira entre suas preocupações com o bem-estar dos funcionários há um ano. Assim como eram promovidas palestras e workshops ligados a saúde física e mental, a empresa passou a oferecer também temas que ajudavam os colaboradores a lidar melhor com suas economias.

“Acreditamos que a saúde passa também pela questão financeira e, por isso, temos investido no assunto, procurando orientar e ajudar nossos colaboradores a tomar decisões mais conscientes sobre como organizar as finanças”, explica Antonio Salvador, VP de Recursos Humanos da empresa, enfatizando que essa é uma iniciativa global.

Para Salvador, ter funcionários mais felizes e produtivos é uma consequência direta desta preocupação da empresa, embora não seja o objetivo do programa de finanças. “A felicidade dos funcionários impacta indiretamente nos resultados da empresa, claro. Quando pensamos em pessoas felizes, pensamos em pessoas mais produtivas – não só no trabalho, mas em todas as outras questões da vida”, diz.

Na HP, os workshops são opcionais e acontecem, geralmente, de dois em dois meses. São abertos a todos os funcionários e Salvador afirma que o interesse no tema tem sido crescente. Além disso, a cada seis meses os profissionais podem mudar o perfil da contribuição previdenciária interna e, nessas épocas, as palestras procuram orientar sobre cada uma das opções para que os funcionários tenham mais consciência na escolha. “Quando estamos no período de Imposto de Renda, por exemplo, temos uma programação voltada ao tema, para ajudar os funcionários a entenderem melhor como fazer a declaração”, conta Salvador.

Todos ganham

Adotar programas dessa natureza é um ciclo virtuoso em que todos ganham. “Para o profissional, os benefícios são tranquilidade, prosperidade, satisfação pessoal, redução do estresse e aumento da motivação. Para a empresa, atração e retenção de talentos, mais criatividade e comprometimento, ganhos de imagem social e redução das fraudes e problemas internos”, diz Modernell.

Salvador explica que a educação financeira oferecida pela HP não é um projeto com começo, meio e fim, mas um programa que procura se renovar e aperfeiçoar. “Acreditamos que qualidade de vida é uma deliberação e cada um deve decidir o que é melhor para si. Mas para fazer boas escolhas é preciso ser instruído e justamente para que nossos funcionários tenham mais clareza sobre suas decisões é que temos esse programa”, finaliza.

Essa notícia foi publicada no Canal RH, em 02/11/2011.