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Em ano difícil, empresas substituem executivos

Data 09/03/2015

Em um ano difícil e cheio de incertezas no cenário macroeconômico, as empresas devem priorizar as substituições no comando de seus departamentos financeiros. O objetivo em 2015 é “fazer mais com menos”, e para isso elas vão precisar de executivos preparados para comandar cortes e reestruturações. “Quem já está na casa há mais tempo, muitas vezes não tem condições emocionais de realizar essas mudanças, por isso muitos vão ser substituídos”, diz Rafael Souto, CEO da Produtive, consultoria especializada em outplacement e planejamento de carreira.

Controlar custos e adequar o orçamento não será missão apenas dos executivos da área financeira – muitas substituições já vêm acontecendo também na área de recursos humanos. Um levantamento realizado pela consultoria do fim do ano passado que mapeou 3.940 postos nos mercados Sul e Sudeste já mostrava essa tendência, onde esses profissionais representam 67,92% das vagas. “A busca é por um perfil de profissional mais analítico, que traduza e quantifique os dados da companhia e que ajude na tomada de decisões mais estratégicas”, explica.

Outras movimentações devem ser na área comercial. Souto diz que, ao enxugar suas estruturas, as companhias vão precisar se reposicionar no mercado e para sobreviverem vão ter que alavancar os negócios. “Vejo uma busca por executivos comerciais que atuam em segmentos bem definidos”, diz Souto. Segundo ele, a hiperespecialização já é uma realidade. “Não há espaço para generalistas”, diz.

A previsão é que não surjam novas vagas em 2015, mas apenas aconteçam trocas de executivos. ” A característica mais demandada será a inteligência emocional para lidar com um ano de muito estresse”, diz. Ele ressalta que isso vale para todos os gestores, pois quem não foi substituído terá que lidar com descontrole de quem ficou e com um ambiente instável – que gera um clima ruim e afeta a produtividade.

O importante, segundo o consultor, é reunir um time de executivos que esteja preparado para fazer ajustes, mas que ao mesmo tempo consiga estabelecer um diálogo. “Eles precisam mostrar para equipes o novo cenário e fazer com que todos estejam na mesma página.

Esta notícia foi publicada no site Valor Econômico, em 09/03/2015

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