Empregos verdes: na mira das grandes empresas

Data 27/08/2013

A preocupação com o meio ambiente e os constantes alertas de governos e instituições sobre as mudanças climáticas têm obrigado empresas de todo o mundo a repensar a forma de se fazer negócios, produzir, vender e consumir. Tratar sobre a sustentabilidade passou a ser essencial para as companhias que buscam sobreviver ao longo do tempo e contribuir para o planeta. O assunto mereceu destaque durante palestra do CONARH.

Dado seu caráter transversal – e a necessidade de estar em constante contato com todos os setores da companhia – a área de Sustentabilidade viu no RH um grande aliado. “O RH é quem mobiliza todos os recursos da empresa, sendo fundamental para as políticas de sustentabilidade”, afirmou Janete Vaz, presidente do Conselho do Grupo Sabin. No laboratório Sabin os dois setores se relacionam com frequência. “Temos metas para as ações que estão inseridas em nosso programa de Participação nos Lucros e Resultados, que está aos cuidados do RH”, disse a executiva.

Janete contou que a sustentabilidade foi inserida no laboratório por meio de ações que buscavam a obtenção de certificações ambientais. Esses primeiros passos foram dados há mais de dez anos, em 1997. No decorrer dos anos, segundo a presidente, o Grupo apostou em um projeto de gestão arrojado: foram convidados jovens estudantes para analisarem a empresa e sugerirem ações que a tornassem mais sustentável. “Demos total liberdade a eles.”

A chamada geração Y desenvolveu 14 projetos diferentes. Em um processo de gestão horizontal, os jovens puderam passar seus conhecimentos para os funcionários mais experientes do Grupo. A ação trouxe resultados. O laboratório conseguiu reduzir em 66% o consumo de papel e em 50% o de energia, por exemplo.

Para que as iniciativas descem certo foi preciso quebrar paradigmas. “Quando passamos a imprimir formulários na frente e no verso das folhas ficamos receosos de que houvesse resistência dos médicos. Isso não aconteceu”, contou Janete. Para Juliana Limonta, gerente de Sustentabilidade da Telefônica Vivo, essa necessidade de quebrar paradigmas liga a Sustentabilidade ao RH. “Além disso, as duas áreas trabalham com o convencimento dos colaboradores.”

Na Telefônica, segundo Juliana, a área de Sustentabilidade começou a ganhar consistência em 2010 com a fusão com a Vivo. “Tínhamos uma pessoa que cuidava do tema, mas, como a abrangência do nosso negócio cresceu com a fusão, vimos a necessidade de criar uma gerência para tratar do assunto”, contou.

Além do RH, a gerente destaca que a área de Comunicação é outra grande aliada da Sustentabilidade. “Estamos presentes em várias regiões e cidades e por isso contamos com os profissionais de comunicação para que nossos projetos gerem resultados”, disse. Ela contou que a empresa tem investido em ações que visem à redução de energia, pois esse é o maior impacto ambiental da companhia. “Buscamos ações de eficiência energética e o consumo de fontes alternativas.”

 

*Essa notícia foi publicada no site Canal RH, em 22/08/2013

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