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Empresas dificultam vida de quem busca emprego pelo celular

Data 02/04/2013

Entre os usos do cada vez mais popularizado smartphone estão navegar na internet, postar em redes sociais, fazer compras e – por que não – procurar emprego. Enquanto o uso de aparelhos celulares se torna mais relevante também na busca por trabalho, uma pesquisa indica que são poucas as empresas que estão preparadas para esse contexto.

A conclusão é da empresa americana de aplicativos para celular iMomentous, que fez um levantamento com a lista das maiores companhias dos Estados Unidos, a Fortune 500. Para a pesquisa, a iMomentous acessou os sites de todas as empresas com um iPhone e identificou quais delas têm página de carreiras otimizada para o celular e facilitam a experiência do usuário em busca de vagas, se é possível se candidatar pelo aparelho, se há um aplicativo específico para isso e como é o conteúdo dessas páginas.

Das 500, 167 companhias (ou 33% do total) possuem páginas de carreira otimizadas para o celular – o que já representa aumento em relação à última edição da pesquisa, feita na metade do ano passado, quando eram apenas 65, ou 13%. No entanto, menos de um terço das 167 oferece o link para a página de carreiras  como parte da versão mobile do site da empresa. As páginas de empregos das outras empresas só podem ser encontradas por ferramentas de busca com palavras-chave – ou seja, por um caminho muito mais complexo. Entre as 500, só 3% oferecem ao usuário a opção de se candidatar a uma vaga pelo smartphone.

A conclusão do estudo é que as empresas ainda veem a versão mobile de seus sites corporativos como "mini sites", ao invés de uma opção paralela ao site tradicional, e que falta cooperação entre as áreas de recursos humano e marketing das empresas para melhorar as funções do site voltado para celular.

A partir dos dados, a consultoria também fez um ranking das companhias mais preparadas. O McDonald's ficou em primeiro, com a nota máxima, seguido da rede americana de lojas Macy's e do Google. O grupo das seis únicas empresas que ficaram com notas altas e foram consideras "líderes" no assunto também inclui a seguradora Prudential, a fabricante de automóveis GM e a companhia de produtos e serviços de construção Masco. A maior parte das empresas, 220 delas, ficam no grupo das "fora do radar", que não oferecem nenhuma das opções buscadas pelo estudo e dão ao usuário, segundo os autores, "apenas uma experiência ruim".

 


*Essa notícia foi publicada no site Valor Econômico, em 28/03/2013

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