Engajamento de empresas brasileiras com sustentabilidade ainda é baixo

Data 23/04/2013

Apesar do Brasil dispor de exemplos mundiais na área de sustentabilidade, as corporações avançaram pouco nesse assunto. No geral, o engajamento das companhias se encontra apenas um estágio acima do nível mais elementar, de simples busca por cumprimento da legislação.

Uma pesquisa da Fundação Dom Cabral classificou 172 empresas em cinco graus de evolução da sustentabilidade, que vão desde o nível mais elementar – quando a sustentabilidade é esporádica e os programas não são elaborados – até o nível mais avançado – quando a sustentabilidade se torna o negócio da organização e provoca mudanças no mercado.

“As empresas brasileiras encontram-se, em média, no nível engajado, o segundo estágio de desenvolvimento corporativo, no qual se preocupam com o tema não só pela obrigação legal e social, mas também pela redução do impacto negativo de suas atividades e por uma futura melhora na sua reputação”, revela Rafael Tello, professor e pesquisador do Núcleo de Sustentabilidade da Fundação Dom Cabral e um dos responsáveis pelo estudo.

Para o pesquisador, as corporações só chegaram a esse nível devido à pressão da sociedade e dos governos, à existência de companhias que são referência em sustentabilidade no mercado e aos profissionais conscientes sobre a importância do tema.

Mesmo assim, o levantamento mostra que, ainda hoje, há uma clara discrepância entre o discurso e a ação de sustentabilidade nas organizações. Para 87% dos entrevistados (gerentes e diretores), as empresas que divulgam ações de sustentabilidade não estão realmente comprometidas com o tema.

Segundo a pesquisa, muitos são os dilemas que impedem as companhias de alcançar estágios mais avançados de sustentabilidade. Mesmo com objetivos corporativos de sustentabilidade e profissionais dedicados ao tema, ainda são incipientes as metas para equipes e profissionais. “Sem o desdobramento adequado dos objetivos corporativos para os colaboradores não há engajamento, nem compromisso, nem motivação”, alerta Tello.

A iniciativa mais recorrente nas empresas brasileiras, apontada por 82% dos entrevistados, é a redução de custos através de melhorias na eficiência do uso de materiais.

 


*Essa notícia foi publicada no site Você RH, em 19/04/2013

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