Equilíbrio entre paixão ao trabalho e hábitos saudáveis é desafio para os “worklovers”

Data 11/01/2012

Os chamados worklovers são uma nova geração que ama o trabalho. Eles são profissionais que colocam a satisfação pessoal com a atividade realizada em primeiro lugar para só depois analisar questões como a remuneração.

Apaixonados pela profissão, os worklovers podem sofrer as consequências de não cuidarem da saúde devido às horas que se dedicam ao trabalho e à correria da agenda. A má alimentação, por conta desse cotidiano, é um dos principais fatores que afetam a qualidade de vida desse público.

"O worklover precisa balancear a vida profissional com a pessoal. O que acontece é que a vida pessoal deles mistura-se de alguma forma com a vida profissional, e eles acabam tendo um prazer que advém de ambas. Não costumam fazer essa separação rígida entre esses dois papéis", explica Elaine Saad, Vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional).

Por conta desse perfil, o worklover pode apresentar falta de energia e baixa imunidade do organismo. "O ideal é que os worklovers entendam a necessidade e a importância da alimentação para o rendimento profissional. Ao criar o hábito de se alimentar de três em três horas o organismo acaba por detectar a fome mais rapidamente por estar condicionado a receber os nutrientes de forma adequada", afirma Jackeline Venancio, nutricionista da Equilibrium Consultoria.

Segundo a nutricionista, as pessoas que ficam com intervalos muito grandes de tempo entre uma refeição e outra acabam criando os chamados "gaps nutricionais", caracterizados pela carência de nutrientes por curtos períodos de tempo.

"A falta desses nutrientes pode trazer malefícios, inicialmente cansaço, fadiga, irritabilidade, insônia, fraqueza, dificuldade de concentração. Em longo prazo, a carência de micronutrientes pode caracterizar a fome oculta, que significa a oferta adequada de macronutrientes, porém inadequada de micronutrientes. Como os sintomas são sutis a maioria dos indivíduos não percebe tão facilmente que possuem o quadro", complementa.

Para Elaine Saad, as orientações para esse tipo de profissional devem ser reforçadas, uma vez que o número de worklovers é crescente. "Acredito que a tendência seja de crescimento uma vez que as pessoas estão buscando cada vez mais um trabalho que tenha para elas 'significado'. Além disso, buscam fazer a diferença por onde passam da forma que são e através do que gostam de fazer", finaliza.


Essa notícia foi publicada no Administradores, em 10/01/12.