Estudo culpa alta chefia por exagero de e-mails no trabalho

Data 09/09/2013

A sede londrina da companhia elétrica International Power conseguiu aumentar sua produtividade em 7% apenas ensinando seus executivos a controlarem sua caixa de e-mails. Um estudo de uma equipe de consultoria mostrou que cada mensagem confusa de um executivo gerava uma enxurrada de outras mensagens e desperdício de tempo.

A pesquisa, realizada por Chris Brown, Andrew Killick e Karen Renaud e publicada pela revista "Harvard Business Review", mostra que, se um executivo diminui sua produção de e-mails, os funcionários logo seguem o exemplo.

Quando a International Power quis aumentar sua eficiência, a equipe de consultoria sugeriu que o excesso de e-mails poderia ser parte do problema. Os executivos acreditavam que o alto volume devia-se às ações dos funcionários, e ficaram surpresos ao saber que eles próprios enviavam, em média, 56 mensagens por dia.

Em vez de implantar ferramentas de gestão do correio eletrônico, a empresa optou por mudar sua comunicação.

Os executivos passaram por um treinamento que incluía o não encaminhamento de mensagens em casos que não sejam de extrema necessidade, a limitação dos destinatários de mensagens e até a escolha de formas de comunicação mais eficientes, como um telefonema ou uma conversa face à face

Dentro de três meses a produção de e-mails da equipe caiu 54%, e logo a queda chegou a 64%. O resultado foi um ganho anual de 10.400 horas por funcionário, e de 7% na produtividade.

As práticas foram incorporadas ao comportamento da equipe e as reduções têm se mantido por dois anos.

 


*Essa notícia foi publicada no site Folha de São Paulo, em 06/09/2013

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