Funcionários de carreira são valorizados no mercado de trabalho

Data 02/06/2014

Os trabalhadores brasileiros permanecem pouco tempo no emprego. De acordo com o último estudo do Dieese, na década de 2000, 63,6% dos trabalhadores desligados tinham menos de um ano no emprego anterior. As empresas estão investindo mais na retenção de profissionais e valorizando aqueles que constroem uma carreira sólida, com crescimento dentro da própria organização.

O consultor organizacional e diretor presidente da RHUMO Consultoria, Sérgio Campos, avalia que profissionais que mudam de emprego constantemente “assustam” as empresas. “Uma boa parte do mercado de trabalho não reconhece essa mudança como uma atitude positiva. A organização preza por profissionais que queiram construir uma relação de conhecimento e oportunidades, valorizando a maturação, plenitude e histórias organizacionais no currículo. Elas querem um profissional que se desenvolva dentro da empresa e tenha seu DNA incorporado. Aquela pessoa que entende os meandros da organização é valorizada”, explica.

Campos observa que, em alguns momentos, o mercado chegou a criticar pessoas com atuação em uma única empresa. “O profissional que fica anos em uma mesma organização precisa estar sempre atualizado, buscando capacitações e novidades em sua área de atuação. Assim, ele não fica estagnado e contribui, ainda mais, para o crescimento organizacional. A maioria dos profissionais de carreira demonstra conhecimento, habilidade, atitude, know how, lealdade e, sobretudo, cria uma história para contar e não conta história dos outros”, destaca o consultor.

Em Belo Horizonte, a mão de obra é um dos principais desafios para os empresários da área gastronômica. No restaurante italiano Provincia Di Salerno, o chef e proprietário do local Remo Peluso conseguiu reverter essa situação. “Não podemos reclamar. Oferecemos as condições para que o profissional tenha motivos para continuar conosco. Dificilmente um empregado é demitido, ou pede para sair. Quando constatamos alguma dificuldade, normalmente, é superada com uma conversa ou um novo treinamento”, afirma Peluso.

O garçom Paulo Sérgio construiu uma carreira de 24 anos no restaurante. “Comecei como copeiro e tive oportunidades como garçom. Poder trabalhar seriamente e em um regime mais igualitário são fatores que me mantêm no local. Temos chances de crescimento, desde que o trabalho seja feito corretamente. A empresa dá preferência para quem está dentro do restaurante”, conta.

O gerente de Tecnologia da Informação da rede de franquias Number One, Otaviano Silvério, tem 17 anos de empresa. Começou a trabalhar como programador, antes mesmo de se formar, sendo promovido a analista de sistemas após conclusão da graduação. Com a pós-graduação em Engenharia de Software e Tecnologia da Informação, passou a ocupar o cargo de gerência. “O fato de o Number One ter um plano de cargos e salários bem estruturado, diversos benefícios e me proporcionar, continuamente, desafios e oportunidades de crescimento, me estimulou a continuar por acreditar nos projetos da empresa. Também credito ao Plano de Desenvolvimento Individual que, com as definições de metas e feedbacks, tem sido fundamental para meu crescimento”, conta Silvério.

 

*Essa notícia foi publicada no site Administradores, em 01/06/2014
 

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