Gestão de Saúde: trabalhar em pé eleva rendimento das empresas

Data 13/06/2016

Quando os funcionários do escritório trabalham em pé, eles rendem mais. Ao menos isso é o que sugere um novo estudo que compara a produção de trabalhadores que passam o dia todo sentados com outros que usam mesas que permitem o trabalho em pé.

Essas mesas, conhecidas em inglês como “stand-up desks”, têm ganhado popularidade nos últimos anos, mas os estudos sobre seus benefícios têm apresentado resultados ambíguos e a maioria deles se concentra em descobrir se elas ajudam a aumentar a saúde e o conforto dos trabalhadores. Agora, um estudo feito por pesquisadores da universidade Texas A&M concluiu não só que o trabalho em pé é, de fato, mais confortável para as pessoas — provavelmente por permitir que elas se movimentem —, mas que essas mesas também beneficiam os empregadores.

Os pesquisadores verificaram que os funcionários de uma central de atendimento trabalhando em mesas ajustáveis, que permitem tanto trabalhar sentado quanto em pé, eram 46% mais produtivos que os empregados usando mesas tradicionais. E isso ocorreu mesmo quando os funcionários tinham menos experiência no emprego.

E o fato de ser uma novidade não contribuiu para o resultado, dizem os cientistas, já que a maior parte dos ganhos de produtividade só foi detectada no segundo mês de trabalho em pé. E todos os funcionários no estudo trabalhavam na empresa há pelo menos 90 dias.

O estudo acompanhou 167 empregados, divididos em dois grupos: um com assentos tradicionais e outro com as mesas para o trabalho em pé. Os pesquisadores mediram a produtividade pelo número de chamadas por hora nas quais o empregado conseguiu falar com o cliente-alvo e seguiu um roteiro de temas ligados à saúde, incluindo marcar um telefonema de acompanhamento.

Os pesquisadores atribuíram grande parte dos ganhos de produtividade ao maior conforto físico relatado pelos funcionários nas mesas mais altas. Quase 75% desses trabalhadores disseram que sentiam menos desconforto depois de usar as mesas para a pesquisa, que durou seis meses. O maior conforto relatado é consistente com pesquisas anteriores mostrando que as mesas para o trabalho em pé oferecem benefícios aos usuários — ajudando a queimar mais calorias, por exemplo, ou melhorando a concentração e outras faculdades mentais.

Alguns estudos anteriores haviam sugerido que os trabalhadores com as mesas ajustáveis, na verdade, não passam muito tempo em pé. Mas os pesquisadores da Texas A&M descobriram que os trabalhadores da central de atendimento com essas mesas passaram muito mais tempo em pé — 1,6 hora por dia a mais em relação aos trabalhadores que utilizam mesas tradicionais (o tempo gasto em pé foi medido por monitores portáteis).

Um dos cientistas, Mark Benden, que dirige o Centro de Ergonomia da universidade, diz que os resultados do estudo não se resumem apenas ao fato de os empregados trabalharem em pé. Ele explica que “estar estaticamente em pé não é muito melhor que estar estaticamente sentado”. A principal diferença, segundo o pesquisador, é que as mesas do tipo “stand-up” levam as pessoas a se movimentarem mais: Elas “se mexem, balançam, viram, vão para frente, para trás”, o que é crucial na era da “inatividade induzida pela tecnologia”, diz ele.

Benden diz que pode vislumbrar o dia em que um smartphone ou outro dispositivo de alta tecnologia, em sintonia com as nossas atividades diárias e monitorando nossos sinais vitais, passe a selecionar os melhores momentos do dia para nos alertar sobre a necessidade de se movimentar um pouco no trabalho.

Essa notícia foi publicada no site Wall Street Journal, em 9/06/2016

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