Internet acelera processo seletivo

Data 01/02/2012

Elas tornaram os processos de seleção mais dinâmicos, segundo Marcelo Ferrari, da Mercer, consultoria de RH. "Para atingir as metas de crescimento da empresa, as áreas de RH começam a usar redes sociais para recrutar."

O resultado dessa mudança foi sentido pela publicitária Paula Righetti, 26. No ano passado, no primeiro dia de busca, viu um anúncio de vaga no Twitter. Cinco dias depois, estava empregada como planejadora em uma agência.

Como podem pesquisar na rede o histórico do profissional, os empregadores precisam de menos tempo para a seleção, considera ela.

"Por agência de emprego, [o processo] é mais longo.

Já participei de um que durou mais de dois meses", conta o gerente de projetos de TI André Lima, 36, que conseguiu trabalho pelo LinkedIn (rede social especializada em perfis profissionais) em um mês.

Segundo consultores, no desemprego, é preciso tomar cuidado com uma tentação: a de aceitar a primeira proposta para ter segurança enquanto mapeia outras vagas.

"Isso pode ser usado contra a pessoa [em uma seleção]", diz o "coach" Roberto Recinella. Corre-se o risco de passar a imagem de funcionário pouco comprometido, que tem passagens meteóricas pelas companhias.

Mas buscar emprego estando em uma empresa aumenta o poder de barganha e valoriza o profissional, diz Rodrigo Paiva, especialista em carreiras do Instituto IOB.

A advogada especializada em mercados de capitais Fernanda Medeiros, 29, sabe bem disso. Chamada por um amigo para trabalhar em um escritório de advocacia, ela abriu o jogo. Disse que iria, mas que seu sonho era ser contratada por um banco ou uma corretora de valores.

Três meses depois de ser contratada, ela conseguiu uma vaga na corretora Geração Futuro, onde é gestora do departamento jurídico. Medeiros afirma que continua amiga do ex-chefe.


Essa notícia foi publicada no Folha Online, em 29/01/12.