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Liderança x desempenho

Data 11/07/2016

Por Sigmar Malvezzi*

A busca pela competitividade é essencial para qualquer empresa que deseja manter a sustentabilidade do negócio. Entretanto, acertar esse alvo depende da gestão dos impactos gerados pelo avanço das tecnologias, da crescente fragmentação da economia, da oscilação das competências e da fragilização dos vínculos. Administrar desempenho e protagonistas é uma tarefa artesanal dificilmente viabilizada pelas “máquinas” da burocracia e da autoridade, como sonharam os pioneiros da administração, no início do século XX. Dentro da atual equação dos negócios, a qualidade do desempenho requer “artesãos” que cuidem das competências e dos vínculos. Ou seja, líderes comprometidos com a difícil articulação entre produtividade e bem-estar dos colaboradores.

Aqueles pioneiros da administração não conheceram e nem mesmo imaginaram a liderança. O primeiro artigo sobre liderança foi publicado por Lewis Terman, em 1904, em uma revista de Psicologia e Pedagogia. Esse novo conceito não atraiu a atenção dos gestores que não percebiam a necessidade de cuidar do protagonismo dos indivíduos, uma vez que eles realizavam apenas tarefas simples e previamente programadas.

A liderança somente entrou como atriz no palco dos negócios em 1927, quando os gestores começaram a perceber que produtividade e desempenho dependiam das relações interpessoais. Hoje, a liderança tornou-se a “pedra angular” de toda a cena. É por isso que o cenário dos negócios, na estrutura volátil de fluxos que se movimentam em correnteza, colocando identidades, relevâncias, funções e alianças em risco, demanda uma gestão do desempenho mais próxima, através de ações que visem a qualidade. E, sem sombra de dúvidas, colocar essas ações em prática é a grande competência da liderança.

Não há instrumento mais eficaz na gestão de pessoas do que a liderança. Atualmente, no campo da administração e das ciências sociais, há evidências suficientes de que as ações humanas ocorrem a partir da troca entre pessoas e da atração de ideias, que irão dar sentido a essas ações. A liderança é uma fonte de influência sobre os princípios que movem o desempenho dos colaboradores. Nem sempre as pessoas encontram nos outros as condições favoráveis para aplicar seus ideais e contribuir com esse processo de troca. Por isso, os líderes devem se empenhar para influenciar seus funcionários, visando os ajustes necessários entre o desempenho e as exigências do trabalho. O que quero dizer com isso é que os indivíduos só estão abertos às influências recíprocas, quando veem nos outros parceiros potenciais para a realização de seus projetos e sonhos.

A liderança harmoniza os relacionamentos, ajusta a troca de conhecimento e compatibiliza os ideais que movem as relações. Dessa forma, contribui para o bem-estar, atua na sustentabilidade dos vínculos e favorece o desenvolvimento das competências dos indivíduos. Por isso, o futuro da gestão de pessoas continua dependendo dos investimentos feitos
na liderança.

*Sigmar Malvezzi é mestre em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e doutor pelo Department Of Behaviour In Organizations da University of Lancaster (1989). Atualmente é professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo e também atua como consultor da Fundação Dom Cabral (FDC).

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