Maioria dos empregados quer trabalhar em empresas flexíveis, diz estudo

Data 23/03/2015

Os brasileiros desejam trabalhar em instituições com perfil mais flexível, como agências de comunicação, incubadoras de negócios e empresas inovadoras, como mostra uma pesquisa realizada pela plataforma de busca de empregos 99jobs, em que 41% dos participantes mostrou essa preferência.

Quando questionados sobre as organizações que mais trazem sentido ao trabalho dos jovens, as empresas consideradas flexíveis também se destacaram: 58% citaram o Google e 25% se lembraram do Facebook.

A pesquisa, realizada em outubro de 2014, ainda mostra que 32% gostaria de abrir seu próprio negócio e 17% escolheria uma instituição tradicional, como governo, empresas ou bancos.

O levantamento foi feito por meio de um questionário enviado por e-mail para pessoas cadastradas na plataforma e obteve 1007 respostas completas.

Entre os que responderam, há pessoas entre 18 e 44 anos, mas a maioria (60,5%) tem entre 18 e 29 anos. Além disso, 55% moram no Estado de São Paulo. O restante se divide entre Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e outros Estados.

SENTIDO DO TRABALHO

Segundo Alexandre Pellaes, porta-voz do 99jobs, a pesquisa buscou mapear o que as pessoas entendem como sentido de seu trabalho, como realização pessoal ou compensação financeira, por exemplo.

Para 80%, uma das coisas que traz esse sentido é ter "um trabalho no qual acredito no que realizo". No entanto, Pellaes afirma que a pesquisa mostra que a questão financeira e a procura de estabilidade ainda são pontos importantes para escolher um emprego.

"As pessoas precisam de estabilidade e segurança financeira no trabalho, mas esperam que as empresas os ajudem a encontrar o sentido de seu trabalho", ele afirma.

Pellaes afirma: "Quando perguntados sobre de quem seria a responsabilidade de criar sentido no trabalho, as pessoas afirmaram que esse dever é das empresas. Isso não é uma crítica, mas uma oportunidade de ajudar seus funcionários".

Ele continua: "É preciso mostrar que a instituição transforma a sociedade com seus serviços e produtos, sem a necessidade de fazer trabalho beneficente. Uma empresa de higiene, por exemplo, tem um papel importante na sociedade. Tudo depende da leitura que o funcionário faz da empresa".

Esta notícia foi publicada no site da Folha de São Paulo, em 20/03/2015

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