Mão de obra estrangeira no Brasil cresce 19% no 1º semestre

Data 30/01/2012

 

O número de estrangeiros empregados no Brasil cresceu 18,85% no primeiro semestre do ano em relação ao mesmo período de 2009, conforme dados divulgados pelo Ministério do Trabalho nesta segunda-feira. Foram 22,1 mil pessoas que chegaram ao país para trabalhar, em sua maioria como técnicos temporários. 

Segundo o governo, 20.760 das autorizações são temporárias. Estão relacionadas à instalação de máquinas e equipamentos importados, que requerem profissionais (6.256) das empresas estrangeiras das quais o Brasil adquiriu o produto. Essas autorizações também incluem técnicos de plataforma de petróleo estrangeiras (8.244), que trazem a própria tripulação a bordo.

Dentre os temporários, ainda há artistas e desportistas (3.270) e tripulantes (770) de embarcações estrangeiras de turismo que operam em águas brasileiras.

Qualificação

Para o presidente do Conselho Nacional de Imigração, Paulo Sérgio de Almeida, as 3.519 concessões a estrangeiros feitas nesse semestre a mais que no ano anterior não têm relação com uma possível falta de mão de obra qualificada local. Seriam reflexo do maior volume de investimentos feitos no país, afirma.

As autorizações permanentes de trabalho se destinaram, sobretudo, a administradores, diretores, gerentes e executivos. Foram 711 empregados no semestre. Já investidores pessoa física somam 431 autorizações entre janeiro e junho deste ano.

Estados

O Rio de Janeiro lidera a vinda dos estrangeiros, com 12.069 autorizações, segundo o ministério. Depois vem São Paulo, com 6.890, Minas Gerais, com 1.034 e Paraná, com 402. Os outros Estados somam, juntos, 1.793 autorizações.

A maioria dos profissionais é dos Estados Unidos (3.622). O Reino Unido trouxe 1.921 trabalhadores, e as Filipinas, 1.737. Entre os países da América do Sul, a Colômbia foi o que mais mandou mão de obra, com 335 autorizações. A Argentina mandou 297 funcionários e a Venezuela, 255.

Os homens são a maioria dos empregados no Brasil: 20.558. Em relação a escolaridade, 12.846 estrangeiros que conseguiram autorização tinham superior completo ou habilitação legal equivalente e 8.638 tinha 2º grau completo ou técnico profissional.

Essa notícia foi publicada na Folha de S. Paulo, em 23/08/10.