Minoria das organizações brasileiras possui programas para retenção de talentos

Data 05/08/2013

A guerra de talentos está cada vez mais presente no dia-a-dia coorporativo e a importância da gestão de talentos se permeia no cenário empresarial. Ainda assim, somente 14% das empresas brasileiras possuem programas formais de retenção de talentos. É o que aponta o mais recente estudo da Deloitte. Abrangendo os aspectos de perspectivas de negócios e práticas em Recursos Humanos para esse ano, o levantamento revela os procedimentos adotados por 106 empresas brasileiras.

Dentre as companhias que afirmam possuir o programa, as práticas mais utilizadas são a identificação de talentos e sucessores (banco de talentos), remuneração variável (premiação, bônus, incentivos a longo prazo), participação acionária e promoções para categorias elegíveis a carro por atingimento de metas.

Segundo levantamento, no ano passado, as pequenas empresas demoraram aproximadamente 28 dias para preencher posições abertas. Nas empresas de médio porte foram 22 dias, enquanto nas grandes, 34. Com relação ao tipo de cargo, os diretores foram os que mais demandaram tempo das organizações. Entre a requisição do candidato e o preenchimento da vaga, levou-se, em média, 85 dias. Cargos de gerência e supervisão tiveram processo seletivo médio de 62 e 35 dias, respectivamente.

As práticas mais utilizadas no recrutamento de profissionais são: currículo, indicação, internet e seleção interna. No caso dos diretores e gerentes, a prática é o headhunting. Já os supervisores são encontrados, comumente, através de recrutamento interno, internet e currículos.

O tempo médio de retenção nas pequenas e médias empresas é de cinco anos, enquanto nas grandes é de sete anos. Os profissionais que atuam durante um período maior dentro das organizações são os presidentes e diretores – em média 13 anos. Ainda com relação ao volume das movimentações de empregados – admissões e demissões –, no ano passado, as empresas de pequeno porte obtiveram índice de turn-over de 21%, as de médio porte, 17% e as organizações de grande porte, 19%.

Além disso, a quantidade média em horas despendidas pelos colaboradores em atividades de treinamento em 2012 foi nove horas nas empresas de pequeno porte, aproximadamente 25 horas nas médias e 28.

Nesse ano, o empresariado pretende investir em treinamento (60%), o que corresponderá a 1% do faturamento líquido médio das empresas analisadas – mesmo índice de 2012. Além disso, a reavaliação dos sistemas de remuneração também está prevista para 45% dos respondentes.

Quanto aos benefícios, o reembolso da quilometragem é oferecido em 69% das empresas respondentes. O valor médio pago por quilometro rodado é de R$0,71.

A necessidade de melhorias na assistência médico-hospitalar foi mencionada por 45% das organizações. Quanto aos benefícios com maior interesse de inclusão no pacotes oferecidos pelas empresas, a previdência privada foi citada por uma fatia de 17% e a assistência educacional, 9%.

Outros dados

– A maioria das empresas (57%) está otimista e acredita em melhoria e/ou expansão de seus negócios em 2013. 41% acreditam que se manterão estáveis e 2% possui previsão de retração;

– 34% informaram que o orçamento da área de RH será mantido no prazo de 1 ano. 49% preveem algum crescimento e 16%, redução;

– 75% possuem indicadores de RH;

– 14% realizam diagnóstico de maturidade dos processos de RH;

– A maioria das empresas (78%) possui programa de avaliação de desempenho, sendo que 93% delas aplicam a avaliação anualmente, 2% a cada dois anos e 5% semestralmente;

– 57% possuem sistema de informação (ERP) integrado à área de Recursos Humanos.

 


*Essa notícia foi publicada no site Você RH, em 02/08/2013

Comentários