Mulheres têm menos oportunidades de assumir funções estratégicas

Data 27/11/2012

Mulheres recebem menos oportunidades de assumir funções estratégicas e essenciais para avançar na carreira, como projetos de alta visibilidade, cargos que oferecem riscos elevados ou experiências no exterior. De acordo com um novo estudo da organização Catalyst, essa pode ser mais uma razão para o número reduzido de executivas em posições de liderança.

Os dados dos mais de 1.660 participantes, todos profissionais de "alto potencial", mostram que em média homens lideram projetos com orçamentos pelo menos duas vezes maiores do que mulheres, são responsáveis por equipes mais do que três vezes maiores do que as lideradas por executivas e recebem mais funções que oferecem risco para a empresa (30% dos homens contra 22% das mulheres). Os projetos comandados por homens também foram considerados de mais visibilidade para os executivos seniores, numa relação de 35%, no caso de homens, para 26%, entre mulheres.

Projetos no exterior, apontados como preparação para o avanço na carreira, também foram mais oferecidos a homens do que a mulheres, mesmo quando elas se mostram dispostas a ser realocadas. Entre os que mais gostariam de "embarcar" na nova experiência, 35% dos homens ganharam a oportunidade, contra 26% das mulheres, e mais profissionais do sexo feminino (64%) do que homens (55%) nunca receberam a oferta.

Segundo a pesquisa, tais posições de alta responsabilidade são consideradas "hot jobs" e são essenciais para subir na hierarquia de empresas globais. Os dados mostram que 62% dos entrevistados dizem que funções como essas foram a principal razão para avançar na carreira, enquanto apenas 10% acham que o impacto maior é o de programas de treinamento formais, como MBAs.


*Essa notícia foi publicada no site do Valor Econômico, em 20/11/2012