Não há consenso sobre quem define a cultura da empresa

Data 21/03/2016

Considerada um elemento fundamental para determinar a maneira de trabalhar dentro de uma empresa, o que reflete diretamente em aspectos como produtividade, colaboração ou inovação, a cultura organizacional ainda é um desafio para executivos, gestores de RH e funcionários.

O diagnóstico é de uma pesquisa do The Workforce Institute, que falou com 1.800 profissionais americanos sobre o assunto. Os respondentes eram, em mesma quantidade, profissionais de RH, gestores de equipes e funcionários de nível inicial e cada grupo apresentou uma percepção bastante diferente de quem é responsável por definir a cultura da empresa e os elementos mais importantes para ela.

Cerca de um terço dos profissionais de RH consideram que o executivo da área de recursos humanos é responsável por definir a cultura da companhia, enquanto apenas 10% dos funcionários e dos gestores concordam. O inverso aconteceu com os gestores, 26% deles acham que o time de executivos da companhia define a cultura, enquanto 11% dos outros grupos acharam o mesmo.

Entre os funcionários sem papel de gestão, 29% disseram que são os empregados da companhia que fazem essa definição, número que, entre os mais jovens, foi ainda maior (40%). Entre os outros grupos, cerca de 10% concordaram com a afirmação. Quase um terço (28%) dos funcionários de nível inicial foi mais além e disse que ninguém define a cultura de sua empresa, algo que cerca de 5% dos outros grupos reportaram.

Não há consenso sobre quem define a cultura da empresa

A diretora do Workforce Institute, Joyce Maroney, considerou alarmante a diferença de opinião entre os três perfis de profissionais. "Há pouca concordância em relação a quem define a cultura, o que é importante para criar uma cultura vencedora e o que pode acabar com ela. Com as informações do estudo sobre como os funcionários vivenciam esse assunto, no entanto, gestores podem mudar a maneira como pensam e agem e, com isso, melhorar o ambiente de trabalho de forma significativa", diz.

Gestores e subordinados também deram respostas bastante diferentes quando questionados sobre os atributos culturais que mais importam para funcionários no geral. Os empregados de nível inicial escolheram a remuneração (50%), o apoio e respeito entre colegas de trabalho (42%) e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional (40%). Já os profissionais de RH e gestores de equipes consideram mais importantes o exemplo dado pelas lideranças da companhia, benefícios, "uma missão e valores compartilhados" e uma ênfase no relacionamento com clientes. Só 25% e 29% dos gestores de RH e de equipe, respectivamente, acharam que a remuneração era o elemento mais importante para os funcionários.

Quando questionados sobre os maiores riscos para a manutenção da cultura organizacional, os profissionais de RH e os gestores de equipe tiveram respostas mais concordantes. Um ambiente com alto nível de estresse e o crescimento da empresa foram considerados por eles os dois elementos com maior impacto na cultura. Já os funcionários sem cargos de gestão destacaram a falta de equipe suficiente para alcançar os objetivos de trabalho, a presença de colegas infelizes que "contaminam" o clima e uma má relação entre gestores e subordinados.

Essa notícia foi publicada no site do Valor Econômico, em 18/03/2016 

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