Networking ainda é mal realizado, mostra levantamento

Data 12/08/2013

Em algum momento da carreira você pode passar por uma turbulência, seja o desemprego ou a iminência de perder o cargo, insatisfação com a empresa ou necessidade de crescimento. É nesse momento que surge a urgência em se reposicionar no mercado e ter bons contatos pode contribuir para isso. No entanto, o bom relacionamento profissional não é o forte dos brasileiros, como revela o estudo com 650 executivos do Instituto de Desenvolvimento de Conteúdo para Executivos (IDCE).
 
De acordo com o levantamento, 80% dos executivos atuantes em médias e grandes empresas reconhecem o networking como uma ferramenta de estratégia para o mercado de trabalho, mas acreditam que os novos profissionais não fazem o relacionamento interpessoal de modo eficiente.
 
Segundo Fabrício Barbirato, diretor-executivo do IDCE, uma boa rede de contatos é aquela em que as pessoas conhecem o profissional e sabem suas qualificações. “Vamos imaginar uma pessoa numa praia que conheça todo mundo. Contudo, quando alguém pergunta o que esta pessoa faz profissionalmente, ninguém sabe dizer. Ela tem um bom relacionamento pessoal, mas não profissional (networking). Por outro lado, para ser bem extremista, vamos imaginar que alguém precise da indicação de um bom marceneiro. Você responde que conhece, tem o contato dele, mas lembra apenas das qualidades e não sabe nem o nome dele direito. Esta pessoa, apesar de você nem saber o nome dela, possui um excelente networking, pois as pessoas sabem o que ela faz bem profissionalmente e a indicam para os conhecidos”.
 
Os executivos apontaram também que outro problema relacionado a essa questão é o fato de que o próprio mundo corporativo é cruel com os profissionais, pois falta tempo útil para se dedicar à expansão de sua rede de contatos. “O mundo corporativo faz as pessoas trabalharem muito. E com a necessidade de dar atenção também à família, saúde e amigos, o tempo fica curto para os profissionais. E mesmo aquelas pessoas que estão desempregadas, que por força da necessidade de trabalhar para ter dinheiro se veem obrigadas a fazer networking, ao se recolocarem nunca mais fazem, pois querem esquecer este período horrível que é procurar emprego. Elas esquecem que networking é para o resto da vida”, finaliza.

 


*Essa notícia foi publicada no site Click Carreira, em 09/08/2013

 


 

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