No mundo, os executivos brasileiros são os que mais confiam no crescimento de suas empresas

Data 18/10/2010

 

Nada menos que 98% dos executivos do Brasil estão otimistas em relação ao crescimento de suas companhias em 2011, segundo a mais recente pesquisa Global Financial Employment Monitor, realizada pela consultoria Robert Half, líder mundial em recrutamento especializado. De acordo com a quarta edição do estudo (a terceira que o Brasil participa), os executivos brasileiros aparecem no topo do ranking mundial de confiança no bom desempenho de suas empresas. Os níveis de confiança mais baixos foram verificados na República Checa (52,7%), Espanha (66%) e França (67,3%), todos membros da União Europeia. Para ler a íntegra da pesquisa em inglês, basta clicar aqui.

“De acordo com o levantamento, as perspectivas para o Brasil são excepcionais, com certeza, esses resultados refletem o bom momento econômico que o País atravessa”, afirma Fernando Mantovani, diretor de Operações da Robert Half em São Paulo. O estudo, desenvolvido pela Robert Half International, com mais de 360 escritórios nos Estados Unidos, Canadá, Europa, Ásia, América Latina e Oceania e conduzido por uma empresa independente de pesquisa, inclui respostas de 6.300 gerentes das áreas de finanças e contabilidade de 19 países diferentes.

O relatório revela tendências no Brasil e no exterior do ambiente de contratação nas áreas estudadas, além de focar temas como Os desafios para encontrar profissionais qualificados, A identificação de atributos importantes ao contratar executivos e A preocupação com a perda de executivos de alto nível. Os resultados da pesquisa revelam, por exemplo, que o executivo brasileiro está mais preocupado com a retenção de seus principais profissionais da área financeira que o restante dos países pesquisados. Apenas 23% de nossos executivos não apresentaram tal preocupação.

Segundo Mantovani, isso se explica pela percepção que começa a surgir no País a respeito da importância de se manter os bons profissionais. “Com o mercado aquecido, os esforços para reter talentos tendem a aumentar. Nesses casos, buscar a satisfação dos profissionais é imprescindível, o que hoje não se restringe à oferta de bons salários”, diz o executivo. Para ele, outros benefícios, como bônus de longo prazo e o rodízio de funções (job rotation), são atrativos tão importantes quanto à remuneração oferecida.

Recém-formados

O Brasil também se destaca por apresentar o nível mais elevado (49%) na expectativa das empresas em contratar profissionais recém-formados (entry level) para os próximos seis meses. Essas contratações derivam de novos investimentos, e não da substituição de profissionais, como aconteceu em 2008. “A busca por recém-formados está vinculada à formação de equipes de novas empresas do Brasil e também de companhias multinacionais que estão abrindo unidades de negócios em nosso País”, afirma Mantovani.

Para atrair os recém-formados, ou seja, os representantes geração Y, as empresas precisam estar atentas às demandas peculiares desse tipo de profissional. “Os jovens talentos tendem a valorizar aspectos como feedback constante, perspectivas de carreira oferecidas pelas companhias e, principalmente, qualidade de vida tanto no ambiente profissional como fora dele”, revela o executivo.

A pesquisa Global Financial Employment Monitor 2010-2011 apresenta ainda os desafios dos líderes brasileiros no momento de recuperação da economia. Melhoria no treinamento, eficiência na comunicação e oferta de projetos mais desafiadores aparecem no topo da lista. “Os desafios demonstram que há a preocupação dos líderes em melhorar a satisfação dos profissionais, além de proporcionar crescimento e desenvolvimento dentro da empresa”, conclui Mantovani.

Essa notícia foi publicada no Canal RH, em 14/10/10.