Novartis incentiva a inovação através de práticas de reconhecimento

Data 04/08/2015

Em entrevista à Huma, o Diretor Comercial, de Serviços e Inovação da Novartis, Ricardo Maykot, fala sobre a receita da empresa para se manter no mercado por tantos anos. 

De que maneira a Novartis incentiva a inovação?

Ricardo Maykot: Fundada em 1996, a Novartis tem a inovação no seu DNA. O próprio nome da empresa vem de Nova + Artis, que significa fazer o novo, o diferente e que nunca foi feito. É por isso que dedicamos de 20% a 22% do nosso lucro em pesquisas de novas moléculas. Para nós, inovação não se resume a buscar novos medicamentos. Nós acreditamos que também devemos inovar nas práticas comerciais e na maneira como lidamos com nossos clientes, sejam eles profissionais da saúde, cuidadores ou consumidores dos remédios. 

O incentivo à inovação começa com a tranquilidade com que aceitamos o erro vindo da experimentação. É comum ouvirmos nas reuniões frases como "vamos testar, começamos por um grupo menor e, se der certo, expandimos". Isso é uma prática que veio desde a criação da empresa. Não nos contentamos com o status quo, se a maneira de fazer uma coisa está dando certo, não significa que não possa ficar melhor. Em time que está ganhando se mexe sim. E muito. 

Quais ações que a Novartis realiza para incentivar os funcionários mais inovadores?

Ricardo Maykot: Além de distribuir bônus financeiros por meio do Programa de Participação nos Resultados (PPR), a inovação é reconhecida com um troféu que entregamos anualmente aos melhores projetos e estratégias da organização. Também valorizamos quem faz diferente, melhor e mais simples. Cada diretor da empresa tem o direito de distribuir pontos no programa “Parabéns, Obrigado”. Assim, as pessoas ou grupos que fazem algo fora do seu escopo de trabalho e recebem mais pontos são presenteados com um voucher, que pode ser trocado por uma experiência de vida.

Bimestralmente, durante a reunião da Diretoria da Novartis, reconhecemos com uma chamada telefônica acompanhada de uma salva de palmas de todo o grupo, aquelas pessoas que individualmente fizeram algo que mereça ser valorizado. Todos os colaboradores têm várias ações ligadas à inovação em seu plano de metas anual, podendo submeter seus projetos a qualquer uma das iniciativas de reconhecimento.

Huma: Quais são os maiores desafios que a área de gestão de pessoas da Novartis enfrenta e as práticas adotadas para contorná-los?​

Ricardo Maykot: Nosso maior desafio como gestores, é garantir que as pessoas priorizem aquilo que é mais importante. Não dá para fazer tudo ao mesmo tempo e abrir 50 projetos inovadores, tendo o dia a dia para entregar. A empresa trabalha com esquema de jornada de trabalho flexível e incentiva as pessoas a equilibrar trabalho e vida pessoal. É fundamental garantir que o ambiente proporcione um ritmo de trabalho equilibrado, em que os temas mais importantes sejam colocados à frente e às pessoas possam desafiar seus gestores sempre que acreditarem que não terão condições de fazer o que lhe foi proposto.

Huma: Qual é o segredo da Novartis para conquistar a inovação e continuar atuante no mercado?

Ricardo Maykot: Eu não acredito que uma indústria farmacêutica desenvolva e comercialize remédios. Nós temos que pensar em projetos que atendam às necessidades das pessoas. E se assumirmos que elas mudam ao longo do tempo, nossas soluções têm que evoluir também. Quem pensaria, há dez anos atrás, em entregar junto com um medicamento um contador de dose? Ou um alerta de horário para a medicação? Hoje, você controla sua pressão e glicemia por aplicativos no celular. Isso é possível porque alguém, em algum momento, soube ir além do comprimido. Entendeu, incentivou e reconheceu a necessidade de inovar. Por isso, acreditamos que os resultados são mensurados pelo sucesso das empresas. Existem organizações que simplesmente ficam lá atrás e outras que conseguem se reinventar dia após dia.

Novartis incentiva a inovação através de práticas de reconhecimento

 

Ricardo Maykot trabalha na Novartis desde 1998. Ele começou como gerente de produto e, desde 2009, é membro do comitê executivo como Diretor Comercial, de Serviços e Inovação.

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