O RH ainda não sabe demitir

Data 10/08/2011

A última pesquisa da consultoria de outplacement Lens & Minarelli sobre práticas de demissão adotadas pelas maiores e melhores empresas do Brasil revelou que a área de RH nada avançou nesse tema. Ao contrário. Cerca de 60% dos 125 gestores de recursos humanos entrevistados afirmaram ter política definida no que se refere à demissão. Em 2005, 69% diziam ter alguma política. Tais regras, porém (quando existem), não são formalizadas em 60% das companhias e em 73% dos casos elas não são de conhecimento de todos os funcionários.

Em relação a 2005, não houve progresso nenhum também na preparação dos gestores para o momento da demissão — 76% dos executivos de RH afirmaram que sua empresa não prepara os líderes para demitir, o mesmo percentual de cinco anos atrás. E até o feedback que deveria ser dado aos profissionais antes de chegar à demissão diminuiu nesses cinco anos nas empresas. Em 2005, 98% delas diziam praticar feedback antes das demissões; hoje, 87% afirmaram fazer isso.

O resultado da falta de política é sentido na ponta, pelos demitidos. De acordo com a pesquisa, para 60% desses profissionais, a demissão foi malconduzida e 93% acreditam que faltou preparo aos demissores — percentual também maior do que cinco anos atrás.

Segundo os demitidos, os argumentos utilizados na hora do desligamento foram pouco objetivos, não convincentes e, muitas vezes, contraditórios com as avaliações de desempenho. Mais do que isso, houve relato de falta de respeito aos desligados, como a retirada imediata de crachá,celular, notebook e bloqueio imediato de e-mails.

Na hora do adeus

Sua organização possui políticas definidas no que se refere a demissão?
60% sim
40% não

A política de demissão é de conhecimento de todos os funcionários?
27% sim
73% não

A política de demissão foi formalizada?
27% sim
73% não

Fonte: Lens & MinareLLi

Essa notícia foi publicada no Você RH, em 08/08/2011.