O RH como agente de inovação

Data 05/10/2015

*Por Cassia Resende

O mundo vem passando por constantes mudanças e as empresas estão cada vez mais carentes de boas ideias para manterem-se competitivas. O motivo é simples: o negócio que não ousa e inova está destinado a morrer.

Sabemos que uma das características fundamentais de uma cultura de inovação é o trabalho em equipe. Por isso, as organizações que desejam fazer diferente e melhor precisam estimular a colaboração e inspirar seus funcionários a desenvolver novos modelos mentais. 

Steven Johnson, conhecido como o “Darwin da Tecnologia”, em seu livro “De onde vêm as boas ideias”, desmistifica algumas crenças. Segundo ele, as boas ideias não são fruto de um gênio solitário e criativo que tem um estalo repentino. Pelo contrário, as grandes criações resultam de espaços em que elas possam se misturar, combinar e gerar novas formas, ou seja, “o acaso aparece à mente conectada”.

Sabemos que uma das características fundamentais de uma cultura de inovação é o trabalho em equipe.

Como a geração de novas ideias só acontece com insights e sinapses de pessoas conversando entre si, as empresas precisam criar ambientes que enfatizem a criação coletiva. Uma metodologia inovadora e que vem cada vez mais ganhando novos adeptos no mundo dos negócios é o Design Thinking, também conhecido como pensamento estratégico do design.

Design Thinking é um modelo mental que gera inovação e que tem como princípios empatia, pensamento sistêmico, experimentação, times multidisciplinares e colaborativos. Não podemos chamá-lo de ferramenta, pois esse modelo utiliza alguns instrumentos diferentes, constituindo uma forma de associar e potencializar o pensamento para a geração partilhada de ideias. 

O termo Design Thinking foi cunhado por Tim Brow, CEO da Ideo, e David Kelley, um dos seus sócios, para conseguir expressar a diferença entre ser designer e pensar como designer. A forma como enxergam e atuam no mundo propõe uma nova abordagem ao modelo de negócios tradicionais, que passa a estimular equipes inteiras a se planejar de acordo com as necessidades de seus clientes (internos e externos), compreendendo e co-criando com eles. 

Esse novo modelo mental vem conquistando outras áreas que perceberam a necessidade de chegar a soluções inovadoras e o RH é uma delas. Desde planos de ação para melhoria dos indicadores de engajamento, comunicação interna, clima organizacional e turnover, até soluções para os gaps no pipeline de liderança: todos estão sendo resolvidos através da aplicação do Design Thinking.

Um RH forte, alinhado ao negócio e parceiro estratégico da alta direção sabe que deve e pode se posicionar como um agente de inovação. Ajudando a empresa a se reinventar e a ousar também na mudança do estilo de gestão, estimulando e articulando redes de relacionamentos multidisciplinares, ideias e potencialidades.

Como diz Steven Johnson, “a sorte favorece as mentes conectadas”. E eu acrescento que cabe ao RH, utilizando a metodologia do Design Thinking, que é centrada no ser humano, fazer com que elas se conectem!

*Cassia Verginia de Resende é coach, consultora de desenvolvimento, coordenadora do grupo de estudos de Coaching da ABRH/SP, membro do grupo de excelência em Coaching do CRA-SP e sócia-diretora da Questão de Coaching.

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