Os desafios da área de Recrutamento e Seleção ocasionados pela crise

Data 01/07/2016

Por Jéssica Martins*

Em meio a um país que esbanja problemas econômicos e políticos, as empresas de forma reativa ou preventiva, tendem a concentrar sua energia na revisão de processos a fim de redimensionar recursos em prol de reduções de custo ou melhoria da produtividade. Em ambos os casos, surgem novas demandas, os profissionais passam a ter papéis múltiplos dentro das organizações e novas oportunidades são criadas, uma vez que, torna-se mais viável potencializar um talento interno e motivá-lo com um novo desafio, do que arcar com os custos de uma nova contratação e consequente treinamento

Para algumas empresas esse é um momento de aprendizado. Nelas, o mais importante é compreender que o aproveitamento do capital intelectual disponível dentro da organização e distribuição de novas demandas internas não devem acontecer apenas quando o país ou a empresa está passando por crises e consequentes readaptações. A prática continuada de geração de oportunidades e recompensas estimula a retenção dos profissionais, no entanto, atualmente os gestores executam essa opção quando não há mais budget para aumentar o headcount e acabam sobrecarregando a equipe apenas por necessidade de gerar o resultado e não também pela promoção da oportunidade. 

Em uma matéria no Valor Econômico, John Hennessy, da Universidade de Stanford, destacou que grandes transformações são possíveis através de uma equipe com integrantes de diferentes especialidades e que saibam cooperar umas com as outras. 

Entende-se, portanto, que a estruturação desta equipe e constante identificação de suas motivações, podem gerar resultados surpreendentes que colaboram com qualquer oscilação econômica da empresa, pois estarão frequentemente engajados com seu propósito. Ainda que as empresas tenham internamente suas práticas de recrutamento interno bem definidas, algumas seguem com suas contratações. Especialmente para posições extremamente técnicas, com exigência ímpar de competências e conhecimentos especializados, e em consequência disso, a área de Recursos Humanos tende a buscar esse profissional no mercado. 

Em um mercado competitivo, é imprescindível que a contratação de novos funcionários seja efetiva. Com o Gen.te Integra – Recrutamento e Seleção da LG lugar de gente, você encontra o candidato certo sem deixar de atender as exigências legais, as regras e os controles da organização. 

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Novas perspectivas para o recrutamento e seleção

Nestes casos, se faz importante ressaltar que, não especialmente em tempos de crise, o “olhar” do recrutador deverá ser sensível o bastante não apenas para analisar habilidades técnicas ou comportamentais a serem exploradas no perfil dos candidatos, como também identificar a conexão da cultura e dos valores deste com os da empresa e da área demandante. Inevitavelmente, o grande desafio do recrutador em um cenário de crise, será atrair e engajar pessoas a depender do nível de instabilidade da empresa. 

Diante deste cenário, torna-se de grande relevância que a área de Gestão de Pessoas esteja em sintonia com o planejamento estratégico da empresa, evitando, portanto, contratações que em breve poderão se transformar em demissão. Em consonância com estas considerações, podemos identificar alguns aliados tecnológicos que exercerão papel fundamental na busca por resultados mais assertivos que otimizarão os processos da área de Gente, visto que muitos deles fazem uma gestão eficiente de pessoas, processos, e resultados da área de forma mais ágil e sistêmica. 

Por fim, reforço minha admiração pela máxima “enquanto uns choram, outros vendem lenços”. Não de maneira especial, mas também em tempos de crise, se faz necessário exercermos a nossa criatividade, seja como profissional ou como empresa, pois alguns investimentos podem estar restritos, mas a necessidade de gerarmos valor e resultado continuam em evidência. 

Portanto, o profissional da área de Recrutamento e Seleção tem papel fundamental no apoio as lideranças. É necessário que as empresas tenham habilidade de discernir o momento certo de contratar ou de fazer um aproveitamento interno, identificando talentos, oportunidades, gerando equipes mais sustentáveis e produtivas de maneira proporcional aos desafios da organização.

*Jéssica Martins é psicóloga, formada pelo Centro Universitário Newton Paiva. Trabalha há 8 anos na área de Gestão de Pessoas, tendo passado por empresas dos ramos de tecnologia, consultoria, financeiro e construção civil. Atualmente é Diretora Executiva na empresa Projeto Plural. 

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