Para reter talentos, empresas utilizam planos de incentivos de longo prazo

Data 22/09/2009

 

Manter um profissional com alto nível de desempenho comprometido é o desafio de muitas empresas. Para que isso ocorra, as companhias brasileiras estão utilizando os planos de incentivos de longo prazo. Pesquisa da Hay Group revela que das 227 empresas consultadas no País 95 adotam essa prática.

"Há, no mercado, uma tendência de crescimento desta prática, em função do número de empresas que abriram capital nos últimos anos ou que estão estudando esta possibilidade. Neste cenário, a utilização de ferramentas de remuneração de longo prazo se mostra um caminho natural como forma de garantir o alinhamento e a permanência dos executivos no médio e longo prazo", explica o consultor da Hay Group, Leonardo Salgado.

Entre essas empresas que concedem os planos de incentivo de longo prazo, grande parte (60%) é formada por capital estrangeiro.

Tipos de programa

Quanto à forma de implantar os planos de incentivos de longo prazo, as empresas não variam muito, uma vez que 75% das entrevistadas usam um único programa e o restante utiliza, no máximo, três programas.

Entre os programas de incentivo de longo prazo disponíveis no mercado, o preferido das empresas é o de stock option, no qual o executivo pode comprar ações da empresa, com 58% de adoção.

Remuneração

Apesar do crescimento de 25%, neste ano, do uso de programas de incentivos de longo prazo em relação ao ano passado, a crise econômica mundial contribuiu para que houvesse uma queda na participação desses incentivos sobre a remuneração dos executivos.

Incentivos de curto prazo

Outra estratégia utilizada por todas as empresas pesquisadas para manter a equipe motivada e com alto nível de desempenho é a adoção de programas de incentivos de curto prazo. Segundo a pesquisa, algumas formas de concessão desses incentivos são por meio de bônus ou pela participação nos lucros da empresa.

Mas a crise também afetou esses planos de incentivos, já que, na média, foi registrado o recuo de 1% dos valores pagos aos executivos ante o ano de 2008. Para os diretores, especificamente, a queda foi maior, de 4%.

Valor

Para efetuar o pagamento dos planos de incentivo de curto prazo, a maioria (55%) das empresas adota a definição no qual o cumprimento mínimo das metas garante o pagamento mínimo do total de benefícios de curto prazo, conhecido como gatilho.

Na metade das empresas consultadas, o cumprimento mínimo das metas é alcançado com o índice de 75% a 90%. Na média geral, o índice é de 79%.

Entretanto, 64% das empresas estabelecem um teto, ou seja, existe um percentual limite para a definição do valor máximo dos programas de incentivo de curto prazo. Na média, o índice do teto é de 152% do salário por ano.

Benefícios

Apesar de os benefícios tradicionais continuarem estáveis, a exemplo do plano médico (100%), refeição (96%) e seguro de vida (93%), houve queda em outros benefícios. Com a instabilidade econômica, as empresas revisaram as políticas de benefícios aos colaboradores, uma vez que o mercado sentiu a necessidade de adequar os custos à nova realidade.

Não por acaso, os empréstimos foram reduzidos de 27%, resultado do ano passado, para 20% este ano. Outro benefício que sofreu redução foi o de ajuda de custo à educação, que ficou com 46%, o que denota retração de nove pontos percentuais.

Essa notícia foi publicada na Info Money, em 16/09/2009