Para valorizar relacionamento, empresas passam a estimular acesso de funcionários a redes sociais, afirma especialista

Data 14/12/2011

Em muitas empresas, direção e funcionários ainda entram em conflito quando o assunto são as posições de cada lado sobre o acesso a redes sociais durante o expediente. Do lado das lideranças, o medo de se colocar em risco a seguranças dos sistemas e o receio de o uso de sites de relacionamento interferir na produtividade. Já para a equipe, principalmente entre os mais novos, nativos da era digital, não estar online é um problema tão sério que, segundo pesquisas recentes, muita gente abdica de bons salários para ter direito.

Esse cenário, no entanto, está mudando. Pelo menos é o que acredita Virgínia Delfino, analista de marketing da Unione. "Está aumentando de forma acelerada o número de empresas que investem em bons projetos de TI para ter mais mobilidade nas mídias sociais. Se antes um profissional só se relacionava com seus pares em eventos corporativos ou nas associações de classe, hoje esse contato é diário, dinâmico e tem grande poder de influência. Quem faz parte de Facebook, LinkedIn, Twitter e YouTube, por exemplo, cria um outro tipo de relacionamento, que certamente se estende para muito além dos amigos e parceiros de negócios", afirma.

"Hoje, o que se fala sobre um produto ou serviço numa rede social pode impactar a opinião de um número enorme de pessoas. Daí sua importância crescente", afirma Virgínia.

Profissionais de TI

Estudos promovidos pela IDG comprovam que o uso das redes sociais por profissionais de TI também está crescendo. Mais do que atualizar informações no Facebook, eles têm utilizado a rede para compartilhar informações, novidades sobre produtos, divulgar blogs e até mesmo publicar o passo a passo para utilização de determinados aplicativos etc.

Para Virgínia, tanto os profissionais de TI quanto seus clientes institucionais têm percebido o potencial das redes sociais e tentado acompanhar as evoluções com passos largos. "Com esse grau de proximidade que se cria com um grupo cada vez maior de pessoas, muitos consumidores se transformaram em fãs de determinadas marcas, atuando tanto como agentes de marketing, como controladores de qualidade. E não tem pesquisa de mercado mais eficiente e capaz de dar uma resposta mais rápida do que as redes sociais", afirma.

Essa notícia foi publicada no Administradores, em 8/12/2011.